Itacaré, na Bahia, figura entre as dez cidades brasileiras com os piores índices de igualdade étnico-racial, conforme dados do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR) de 2025. O resultado é revelado em um momento simbólico, no dia da Consciência Negra, que ressalta os desafios enfrentados por grupos étnicos na região.
Com uma pontuação de 14,42 em 100 possíveis, Itacaré foi classificada na faixa de “muito baixa” no novo ODS 18, instituído pelo governo federal em 2023. Este índice inédito classifica as cidades com base em indicadores que avaliam a capacidade de garantir a igualdade racial no Brasil, usando critérios como taxas de homicídio, desigualdade de renda e representação política.
Entre os dezenove mil municípios avaliados, Itacaré apareceu na 9ª posição entre os 10 piores resultados. Analisando a região da Costa do Cacau, observa-se que outros municípios próximos também não apresentam desempenhos satisfatórios, como Aurelino Leal (média 32,79) e Ubaitaba (22,98), enquanto Urucuça, com média 58,54, é o único entre eles a alcançar uma classificação mediana.
Além de Itacaré, as cidades que integram a lista das dez com o pior desempenho no ODS 18 incluem Campo Novo de Rondônia (10ª posição), Campos dos Goytacazes (RJ) e Juiz de Fora (MG). A capital alagoana, Maceió, também se destacou negativamente neste índice, mesmo Salvador, na Bahia, apresentando uma pontuação considerada baixa, de 38,84, classificada entre as melhores do país.
O ODS 18, que complementa a Agenda 2030, traz um conjunto diversificado de indicadores, sendo um importante marco para o monitoramento das condições de igualdade étnico-racial nos municípios brasileiros. As autoridades devem considerar essas informações para promover políticas sociais visando minimizar essas desigualdades.







