Última hora
PMPA - 5736
Política

Ilha avaliada em R$ 20 mi na Bahia está ligada ao ex-CEO do Banco Master

Ilha da Paixão, em Candeias (BA), foi adquirida por Augusto Lima em 2023 por meio de cadeia societária que passa por fundos investigados

Redação ChicoSabeTudo
20 de abril, 2026 · 12:00 2 min de leitura
Imagem: My Phantom Toy
Imagem: My Phantom Toy

Uma ilha paradisíaca de 10 mil metros quadrados na Região Metropolitana de Salvador (RMS) com praia privada, piscina, sauna, quadra esportiva, área para shows e heliponto está no centro de mais um capítulo da investigação envolvendo o empresário baiano Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master. A propriedade, localizada em Caboto, no município de Candeias, pertence ao empresário desde 2023, quando passou a ser chamada de Ilha da Paixão, deixando de lado o antigo nome, Ilha do Topete.

Publicidade

Avaliada em R$ 20 milhões, a ilha teve seu direito de ocupação vendido por R$ 1,3 milhão em julho de 2023 à empresa RC Participações, Assessoria e Consultoria Empresarial S.A., conforme documento de cartório obtido pelo portal Metrópoles. A RC é uma sociedade anônima com capital de R$ 45,5 milhões e foi adquirida pelo Falcon Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia por contrato celebrado em janeiro de 2023. O Falcon, por sua vez, pertence ao fundo Haena 808.

Dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), enviados à CPI do Crime Organizado, mostram que Augusto Lima figura como único cotista do Haena 808, abrangendo o período de março de 2023 a dezembro de 2025.

Tanto o Haena 808 quanto o Falcon eram administrados pela Reag, suspeita de atuar em conjunto com o Banco Master na estruturação de operações fraudulentas responsáveis pelo rombo de bilhões de reais. Um documento da Anac também aponta que o direito sobre o heliponto da ilha foi repassado à RC no mesmo período.

Publicidade

Augusto Lima, conhecido como "Guga Lima", foi preso durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. O empresário permaneceu detido por 11 dias, entre 18 e 29 de novembro de 2025, sendo libertado por decisão do TRF-1, mas segue monitorado por tornozeleira eletrônica.

Além do Banco Master, do qual saiu da sociedade em 2024, Lima também é controlador do Banco Pleno, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central em fevereiro deste ano. A Operação Compliance Zero investiga um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito supostamente fraudulentos que teria causado um rombo bilionário no sistema financeiro.

Leia também