A Bahia registrou o quarto crescimento seguido no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), alcançando a maior nota da série histórica do estado. Dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) mostram que a rede estadual atingiu 3,8 pontos no Ensino Médio em 2025, ante os 3,7 registrados em 2023.
A evolução do indicador vem se mantendo constante desde 2019, quando a nota baiana era 3,2. Em 2021, o índice subiu para 3,5 e, em 2023, chegou a 3,7. A escala do Ideb combina o desempenho dos estudantes em provas de português e matemática com as taxas de aprovação escolar.
No Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que compõe o cálculo do índice, a média baiana em Língua Portuguesa e Matemática chegou a 4,04, com crescimento nas duas disciplinas em relação ao levantamento anterior.
Os dados do Censo Escolar de 2025 também mostram queda na reprovação e na evasão no Ensino Médio. Segundo o governo estadual, a taxa de reprovação caiu de 16,6% para 4,4% entre 2023 e 2025, enquanto a evasão escolar recuou de 13% para 3,1% no mesmo período.
O avanço também aparece no acesso ao ensino superior. No Enem de 2024, a rede pública baiana teve o quarto maior número do país de redações com notas entre 920 e 980. Pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a Bahia somou 23.477 aprovações em universidades públicas em 2026, alta de 6,9% em relação ao ano anterior, e é hoje o terceiro estado que mais aprova estudantes tanto pelo Sisu quanto pelo Programa Universidade para Todos (Prouni).
O governo estadual atribui os resultados aos investimentos feitos na educação básica desde 2023, que somam cerca de R$ 20 bilhões. Desse total, R$ 9,7 bilhões foram aplicados em construção, reforma e modernização de escolas, R$ 3,7 bilhões na valorização dos profissionais — incluindo o pagamento do piso do magistério e a convocação de quase 9 mil novos servidores — e R$ 1,9 bilhão em alimentação escolar.
Para o secretário estadual da Educação, Marcius Gomes, os resultados refletem a decisão de investir onde os desafios históricos eram maiores. Segundo ele, "qualidade e equidade não são objetivos concorrentes, caminham juntas".







