O Governo Federal anunciou um pacote de emergência para tentar conter a explosão no preço das passagens aéreas. A decisão vem logo após a Petrobras confirmar um reajuste pesado de 54,63% no querosene de aviação, provocado pela alta do petróleo no mercado internacional.
Para evitar que todo esse aumento chegue de uma vez ao bolso do passageiro, a Petrobras vai parcelar o reajuste para as distribuidoras. De imediato, o repasse será de 18%, enquanto o restante do valor será dividido em seis vezes a partir de julho deste ano.
Além do parcelamento, o governo vai zerar os impostos federais PIS e Cofins sobre o combustível. A expectativa é que essa medida gere uma economia direta de R$ 0,07 por litro, ajudando a aliviar os custos das empresas que operam no país.
O plano também abre os cofres para as companhias aéreas. O BNDES vai liberar até R$ 2,5 bilhões por empresa para a compra de combustível, além de outra linha de crédito de R$ 1 bilhão voltada para o capital de giro dessas instituições.
Por fim, as empresas ganharam um fôlego no caixa com o adiamento de taxas. Os pagamentos devidos ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo entre abril e junho poderão ser quitados apenas em dezembro de 2026.







