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Política

MP impõe teto de R$ 700 mil para contratação de artistas em festas juninas na Bahia

Recomendação do Ministério Público exige que prefeitura de Mucuri comprove contas em dia antes de fechar contratos de alto valor.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
07 de abril, 2026 · 14:03 1 min de leitura

O Ministério Público da Bahia enviou uma recomendação à Prefeitura de Mucuri estabelecendo um limite de R$ 700 mil para a contratação direta de artistas em eventos de 2026. A medida foca especialmente nos festejos juninos e quer evitar gastos excessivos com dinheiro público.

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De acordo com o documento, qualquer contrato que ultrapasse esse valor será considerado de 'alta materialidade'. Nesses casos, a prefeitura terá que apresentar provas robustas de que o preço está dentro da realidade do mercado e que o gasto não vai prejudicar serviços essenciais na cidade.

Para saber se o valor cobrado por um cantor ou banda é justo, o município deverá usar como base a média de preços que o próprio artista cobrou em outros shows na Bahia entre maio e julho de 2025. Esse cálculo deve ser atualizado apenas pela inflação do período.

Além do preço dos shows, o prefeito precisará comprovar que a folha de pagamento dos servidores está em dia e que a cidade não está em estado de emergência ou calamidade. O objetivo é garantir que a festa não aconteça enquanto faltam recursos para áreas prioritárias.

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Outro ponto importante é que o gasto total com as festas de 2026 não deve ser maior do que o que foi gasto em 2025. O Ministério Público aceita apenas o rejuste da inflação, proibindo aumentos reais no orçamento destinado aos eventos.

A recomendação deixa claro que o município ainda tem liberdade para escolher quem contratar, mas precisa seguir essas regras de transparência. O descumprimento dessas diretrizes pode gerar complicações jurídicas e acusações de danos aos cofres públicos.

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