O governo da Bahia, comandado por Jerônimo Rodrigues (PT), fez 207 pagamentos que somam R$ 49,2 milhões ao Banco Master. Os repasses aconteceram entre o início de 2023 e fevereiro de 2024, segundo informações publicadas pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
A maior parte desse dinheiro saiu dos cofres públicos recentemente. Só nos primeiros meses de 2024, foram pagos R$ 47,4 milhões ao banco. A dinheirama está relacionada à antecipação de valores de precatórios do Fundef, que são dívidas judiciais do governo.
Os dados sobre as transações foram retirados do Portal da Transparência do próprio estado, conforme apurado pela reportagem do jornal carioca. O volume de pagamentos em um período tão curto chama a atenção.
A notícia surge em um momento delicado para o banco. O empresário baiano Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master, é alvo de uma investigação da Polícia Federal por um suposto esquema de pagamento de propina para empresas com políticos como sócios ocultos.
De acordo com o site Metrópoles, a PF teria identificado que uma das empresas a receber dinheiro do esquema está no nome da esposa de um secretário de estado da Bahia, com ligações com o PT baiano.
Para completar o cenário, na semana passada foi divulgado que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, foi contratado pelo mesmo Banco Master para um serviço de consultoria no valor de R$ 3,2 milhões.







