O governo federal está retardando o envio da mensagem ao Senado com a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), em uma manobra para convencer o senador Otto Alencar (PSD-BA) a adiar a sabatina do indicado, marcada para 10 de dezembro. A pressão ocorre em meio à tentativa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de apressar a votação.
Otto Alencar, que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) encarregada da sabatina, afirmou que o calendário pode ser alterado devido à falta de envio da mensagem. “O governo não mandou nem a mensagem [presidencial] ainda. Eu pensava que tinha mandado, fiz um calendário e o calendário foi para o telhado”, comentou o senador em entrevista.
Apesar de a indicação de Messias ter sido publicada no Diário Oficial em 20 de novembro, já se passaram seis dias sem a formalização da mensagem ao Senado, prática que normalmente ocorre de forma mais ágil nas indicações anteriores do terceiro mandato de Lula. Por exemplo, o envio da mensagem para o ministro Cristiano Zanin aconteceu no dia seguinte à sua indicação.
Ainda assim, fontes no Senado indicam que, mesmo sem a mensagem formal, Alcolumbre pretende prosseguir com a sabatina na data agendada. Enquanto isso, aliados do Planalto tentam convencer Alencar a postergar a avaliação para que Jorge Messias tenha mais tempo para dialogar com os senadores e conseguir votos.
A situação reflete uma complexa negociação política, onde o cumprindo de trâmites formais e a necessidade de apoio no Congresso se entrelaçam. A possibilidade de um adiamento ou a manutenção da data de 10 de dezembro segue indefinida e pode ter impacto significativo na candidatura de Messias ao STF.







