A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) recebeu um pedido para a criação da Frente Parlamentar em Defesa da Manutenção e Ampliação dos Investimentos para o Semiárido Baiano. O requerimento foi protocolado pelo deputado estadual Bobô (PCdoB) e aguarda aprovação da Mesa Diretora.
A nova frente, que terá um caráter suprapartidário e sem fins lucrativos, será presidida por Bobô, com a deputada Fátima Nunes (PT) atuando como vice-presidente. Também farão parte do grupo os parlamentares José de Arimateia (Republicanos), Pedro Tavares (União), Antonio Henrique Jr. (PP), Matheus Ferreira (MDB), Fabíola Mansur (PSB), Felipe Duarte (PP), Zé Raimundo (PT), Roberto Carlos (PV), Eduardo Salles (PP), Robinson Almeida (PT), Tiago Correia (PSDB), Claudia Oliveira (PSD) e Emerson Penalva (PDT).
Bobô afirmou que a frente tem como objetivo promover discussões para o fortalecimento e ampliação dos programas voltados à região semiárida. A missão do grupo será articular ações, propor políticas e promover debates para garantir mais investimentos e desenvolvimento sustentável no semiárido baiano.
O requerimento observa que a Bahia possui 287 municípios na área semiárida, o que representa 85,6% do território estadual, com uma população de aproximadamente 7,5 milhões de habitantes. No entanto, em 2021, essa região respondeu por apenas 39,6% do PIB do estado, de acordo com dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
Entre os programas fundamentais mencionados estão o Pró-Semiárido, que contará com um investimento de R$ 500 milhões para fortalecimento da agricultura familiar e segurança hídrica, e o Projeto Sertão Vivo, que no total aplicará R$ 300 milhões para beneficiar 75 mil famílias em 35 municípios.
A Frente também terá o papel de acompanhar políticas públicas como o Programa Cisternas, com um investimento acima de R$ 40 milhões para instalação de 3,7 mil unidades em 176 municípios, e o Prodeagro, voltado ao desenvolvimento agrícola do Oeste baiano, que teve R$ 66 milhões aplicados em 2023.
Bobô destacou que, apesar das políticas públicas implementadas, os resultados em sustentabilidade ainda são insatisfatórios, sugerindo um potencial de melhoria nas condições de vida das comunidades, especialmente em áreas mais remotas.
Além dos deputados, outras entidades poderão colaborar, incluindo secretarias estaduais, prefeituras, câmaras municipais, instituições de ensino superior e entidades representativas.







