Um levantamento detalhado nos dados públicos da Câmara dos Deputados revelou que apenas 13 servidores, que ocupam cargos de direção, receberam um montante impressionante de R$ 9,3 milhões em horas extras. O valor acumulado considera pagamentos feitos desde o ano de 2016, com as devidas correções inflacionárias.
A situação chama atenção pelos valores individuais. Segundo as informações divulgadas, esses funcionários estratégicos conseguiram registrar ganhos adicionais que variam entre R$ 20 mil e R$ 30 mil por mês, somados aos seus salários regulares.
O grande trunfo para esses rendimentos elevados é uma brecha legal: como as horas extras são consideradas verbas de natureza extraordinária, elas não entram no cálculo do Teto Constitucional. Isso permite que a remuneração final ultrapasse o limite máximo permitido para o funcionalismo público no Brasil.
Para justificar cifras tão altas, o servidor precisaria cumprir a carga máxima de horas extras permitida em todos os dias úteis do mês. Além disso, seria necessário manter uma rotina intensa de trabalho extra também durante os finais de semana e feriados de forma constante.
A análise foi feita com base na raspagem de dados do próprio portal da transparência da Câmara. O estudo focou especificamente no grupo dos 13 servidores que mais lucraram com esse tipo de benefício no período analisado, expondo a concentração de recursos em um núcleo restrito da Casa.







