O empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, decidiu que não vai fazer delação premiada. A notícia traz um alívio para o Palácio do Planalto, em Brasília, que estava apreensivo com o que ele poderia contar sobre suas conexões políticas.
Segundo a defesa, Lima garante que todas as suas ações foram legais. Além disso, ele se afastou do banco em maio de 2024, bem antes da crise se agravar. Seus advogados são conhecidos por não usarem o recurso da delação em seus casos.
A decisão de Lima é o oposto da de seu ex-parceiro de negócios, Daniel Vorcaro, que considera colaborar com as investigações. Fontes próximas afirmam que os dois nunca tiveram uma boa relação e que o próprio Augusto Lima pediu para deixar a sociedade após discordar da forma como Vorcaro conduzia os negócios.
O principal motivo de preocupação no governo é a proximidade de Lima com membros do Partido dos Trabalhadores (PT). Essa relação teria começado em 2018, durante o governo de Rui Costa na Bahia, quando Jaques Wagner era secretário de Desenvolvimento Econômico.
Naquela época, Lima venceu a licitação da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) e criou o CredCesta. O cartão de crédito consignado para servidores públicos se tornou um dos principais produtos do Banco Master quando o empresário se juntou à instituição.







