Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Política

Decisão de Cármen Lúcia no STF pode barrar ou liberar fichas-sujas para as eleições de 2026

Ministra relata ação que questiona nova lei aprovada pelo Congresso; políticos conhecidos aguardam o resultado para tentar voltar às urnas.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
06 de maio, 2026 · 10:26 1 min de leitura

O futuro de centenas de políticos condenados por improbidade administrativa está travado no Supremo Tribunal Federal. A ministra Cármen Lúcia completa, nesta quarta-feira (6), quatro meses sem julgar uma ação que pode mudar drasticamente quem poderá pedir votos nas eleições de 2026.

Publicidade

A polêmica gira em torno da Lei Complementar 219/2025. Aprovada pelo Congresso Nacional, essa nova regra deu uma 'folga' na Lei da Ficha Limpa, abrindo caminho para que nomes conhecidos da política brasileira tentem recuperar seus direitos políticos e disputar novos cargos.

Entre os interessados na decisão estão figuras como os ex-governadores Anthony Garotinho e José Roberto Arruda, além do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Eles dependem do entendimento do STF sobre a validade dessa flexibilização das regras de inelegibilidade.

A ação que tenta derrubar a nova lei foi movida pelo partido Rede Sustentabilidade. O grupo argumenta que facilitar a volta de condenados ao poder fere a integridade das eleições e pede que a norma seja suspensa imediatamente de forma cautelar.

Publicidade

Se a nova legislação seguir valendo, o cenário eleitoral de 2026 pode ser inundado por candidatos que, até setembro de 2025, estavam proibidos de concorrer. A decisão final de Cármen Lúcia deve definir se o rigor da Ficha Limpa continua ou se as novas brechas serão mantidas.

Leia também