O deputado Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, apresentou nesta sexta-feira (27) o relatório final que pede o indiciamento e a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O documento de quase cinco mil páginas investiga um esquema de fraudes e descontos indevidos em benefícios de aposentados.
Segundo o relator, Lulinha teria usado sua influência familiar para atuar como facilitador e sócio oculto de lobistas. O texto afirma que ele mantinha ligação direta com operadores centrais do esquema, incluindo o conhecido 'Careca do INSS' e a empresária Roberta Luchsinger.
A investigação aponta que o filho do presidente recebia repasses financeiros vultosos, chegando a movimentações periódicas de R$ 300 mil. O relatório sustenta que o dinheiro retirado ilegalmente de pensionistas pagou passagens de primeira classe e hospedagens de luxo na Europa para Lulinha.
Além do indiciamento, Alfredo Gaspar solicitou a prisão preventiva de Fábio Luís. O argumento é que existem indícios de que ele poderia tentar fugir para evitar a aplicação da lei, o que justifica a medida cautelar imediata.
No total, o relatório pede o indiciamento de 218 pessoas envolvidas no esquema. O deputado afirma que as provas colhidas, incluindo materiais apreendidos, confirmam que vantagens financeiras foram repassadas em troca de decisões administrativas em órgãos federais.
A sessão da CPMI foi interrompida após a leitura de parte do parecer e deve ser retomada para a conclusão dos trabalhos. Até o momento, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva não se pronunciou sobre as graves acusações contidas no documento.







