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Política

CPMI do INSS pede prisão de Lulinha por suposto envolvimento em esquema de fraudes

Relatório final aponta que filho do presidente teria recebido repasses e viagens de luxo pagas com dinheiro de aposentados

Redação ChicoSabeTudo
27 de março, 2026 · 13:23 1 min de leitura

O deputado Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, apresentou nesta sexta-feira (27) o relatório final que pede o indiciamento e a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O documento de quase cinco mil páginas investiga um esquema de fraudes e descontos indevidos em benefícios de aposentados.

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Segundo o relator, Lulinha teria usado sua influência familiar para atuar como facilitador e sócio oculto de lobistas. O texto afirma que ele mantinha ligação direta com operadores centrais do esquema, incluindo o conhecido 'Careca do INSS' e a empresária Roberta Luchsinger.

A investigação aponta que o filho do presidente recebia repasses financeiros vultosos, chegando a movimentações periódicas de R$ 300 mil. O relatório sustenta que o dinheiro retirado ilegalmente de pensionistas pagou passagens de primeira classe e hospedagens de luxo na Europa para Lulinha.

Além do indiciamento, Alfredo Gaspar solicitou a prisão preventiva de Fábio Luís. O argumento é que existem indícios de que ele poderia tentar fugir para evitar a aplicação da lei, o que justifica a medida cautelar imediata.

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No total, o relatório pede o indiciamento de 218 pessoas envolvidas no esquema. O deputado afirma que as provas colhidas, incluindo materiais apreendidos, confirmam que vantagens financeiras foram repassadas em troca de decisões administrativas em órgãos federais.

A sessão da CPMI foi interrompida após a leitura de parte do parecer e deve ser retomada para a conclusão dos trabalhos. Até o momento, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva não se pronunciou sobre as graves acusações contidas no documento.

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