O clima esquentou de vez na reta final da CPMI do INSS nesta sexta-feira (27). O que deveria ser a leitura do relatório sobre fraudes contra aposentados virou um cenário de guerra, com deputados trocando ofensas pesadas como 'estuprador' e 'cafetão' diante das câmeras.
A confusão começou quando o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) chamou a comissão de 'circo'. O relator, Alfredo Gaspar (PL-AL), não gostou e rebateu dizendo que Lindbergh estava chamando os aposentados de palhaços. A discussão saiu do controle e terminou com insultos pessoais e gritaria no plenário.
Além do bate-boca, a sessão foi marcada pelo desabafo da deputada Coronel Fernanda (PL-MT). Aos prantos, ela pediu perdão aos brasileiros por não conseguir prorrogar os trabalhos da comissão, que investigava descontos indevidos nos benefícios de quem já trabalhou a vida inteira.
A oposição aproveitou o momento para soltar o verbo contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Os parlamentares acusam os ministros de barrar a continuidade da investigação para proteger o governo federal e familiares do presidente Lula, como seu filho e seu irmão.
O relatório final, apresentado por Alfredo Gaspar, foca no esquema de corrupção que sangrou o bolso dos pensionistas. Com o prazo de funcionamento encerrando neste sábado (28), a sensação entre os membros da oposição é de que as investigações foram interrompidas antes da hora.
Diante do baixo nível das ofensas entre Lindbergh e Gaspar, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, informou que o caso será encaminhado ao Conselho de Ética. Mesmo com o pedido de retirada de Lindbergh da sala, o parlamentar permaneceu no local até o fim dos trabalhos.







