O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu frear a pressa para votar o chamado Projeto de Lei da Misoginia. Mesmo sob pressão da deputada Erika Hilton (PSOL-RJ), Motta resiste em levar o texto diretamente para a votação em plenário sem passar por discussões prévias.
Para o parlamentar, o tema é considerado sensível e exige um debate mais profundo entre as lideranças e comissões. A estratégia de Motta é evitar que a proposta seja aprovada no susto, garantindo que o assunto seja amadurecido pelos parlamentares antes de qualquer decisão definitiva.
Em conversas recentes com aliados, o presidente da Casa reforçou que pretende seguir à risca o que diz o regimento interno. Ele argumenta que o foco principal deve ser a criação de medidas práticas que realmente funcionem para aumentar a segurança das mulheres no Brasil.
Apesar da cobrança de setores da esquerda por agilidade, Hugo Motta defende que o eixo central da discussão precisa ser a construção de respostas concretas. Para ele, o rito tradicional da Câmara é o melhor caminho para garantir a eficácia da nova legislação.







