A COP30, conferência do clima das Nações Unidas, teve início nesta segunda-feira (10) em Belém, no Pará, reunindo cerca de 50 mil participantes, incluindo chefes de Estado, cientistas, ativistas, diplomatas e empresários. O evento, que acontece pela primeira vez na região amazônica, se propõe a discutir soluções para a crise climática global.
Durante duas semanas, representantes de quase 200 países buscarão transformar compromissos políticos em metas concretas, com prazos e recursos definidos. Esta edição é considerada uma das mais significativas da história, marcando também o décimo aniversário do Acordo de Paris e ocorre em um contexto em que 2025 deve ser um dos anos mais quentes já registrados, segundo o observatório europeu Copernicus.
Os debates da COP30 se concentram em três eixos principais: transição energética, adaptação climática e financiamento climático. O Brasil aspira liderar a construção de um “mapa do caminho” para a transição energética, visando reduzir a dependência de combustíveis fósseis e acelerar o uso de fontes renováveis. O financiamento climático, um ponto crítico entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, também deve ser um dos temas centrais das discussões.
No encontro anterior, a COP29 em Baku, as nações ricas comprometeram-se a destinar US$ 300 bilhões por ano para ações climáticas, um valor bem abaixo do necessário, estimado em US$ 1,3 trilhão pela ONU. Em Belém, espera-se que o debate se concentre em como dividir esses recursos entre nações que emitem diferentes quantidades de poluentes.
A COP30 acontece em um cenário de urgência climática, com emissões de gases de efeito estufa atingindo recordes históricos, conforme relatórios recentes da ONU e do Copernicus. A expectativa é que as discussões procurem resultados tangíveis para enfrentar essas questões prementes. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância da conferência ao afirmar que “fazer da COP30 a COP da verdade implica reconhecer os avanços, mas também admitir que o mundo ainda está distante de atingir o objetivo do Acordo de Paris”.







