Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Política

China limita acesso dos EUA a terras raras e mira autossuficiência

Pequim restringe exportação de terras raras aos EUA enquanto acelera plano de autossuficiência tecnológica com investimentos em semicondutores e IA.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
24 de outubro, 2025 · 10:37 2 min de leitura
Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock
Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock

Nos últimos dias, a tensão entre China e Estados Unidos escalou: Pequim limitou o acesso da Casa Branca a terras raras e o presidente Donald Trump respondeu ameaçando novas tarifas. É uma disputa que mistura economia, tecnologia e política — e tem consequências além de Washington e Pequim.

Publicidade

O pano de fundo ajuda a entender o movimento. Autoridades americanas haviam anunciado sanções para frear avanços chineses em áreas estratégicas, como semicondutores e inteligência artificial. Em resposta, Pequim passou a priorizar a autossuficiência tecnológica.

O que isso significa na prática? Segundo reportagem da Bloomberg, durante um encontro de quatro dias do Comitê Central do Partido Comunista, o governo discutiu um plano com objetivo claro: reduzir dependências externas e fortalecer o mercado interno. No documento surgiu a expressão 'forças produtivas de nova qualidade'.

Metas e prazos

Os responsáveis pelo plano deixaram evidente a ambição: acelerar o desenvolvimento de tecnologias avançadas e aumentar a produtividade, com um horizonte de resultados estimado em cerca de cinco anos. Em outras palavras, não é uma mudança imediata, mas uma aposta estruturada — como reforçar a casa antes da tempestade.

Publicidade

As diretrizes públicas mencionadas incluem:

  • investimentos em semicondutores e inteligência artificial;
  • integração de empresas nacionais à estratégia industrial;
  • incentivos ao consumo interno para criar demanda capaz de absorver a produção.

Entre as referências citadas estão empresas como a Huawei e iniciativas como o projeto DeepSeek, apontadas como apostas para acelerar a capacidade chinesa em IA e reduzir dependência de fornecedores externos.

Na prática, analistas avaliam que essas medidas pressionam cadeias tecnológicas globais e mercados de insumos no curto e médio prazo. Observadores no Brasil — inclusive na Bahia — acompanharam os desdobramentos. Autoridades indicaram que medidas regulatórias e políticas públicas específicas serão anunciadas por fases.

Até agora, tanto representantes chineses quanto órgãos do governo dos Estados Unidos mantiveram declarações públicas e ações em curso. Os responsáveis pelo plano disseram que as iniciativas concretas serão divulgadas gradualmente, com efeitos esperados ao longo dos próximos cinco anos.

Leia também