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Política

Célia Sacramento é pré-candidata à reitoria da Ufba e defende voto direto

Ex-vice-prefeita de Salvador, Célia Sacramento se posiciona como pré-candidata à reitoria da Ufba para 2026, defendendo eleições diretas e transparentes.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
23 de dezembro, 2025 · 21:06 3 min de leitura
Fotos: Reprodução / TV Ufba / Redes Sociais
Fotos: Reprodução / TV Ufba / Redes Sociais

O processo para a escolha do próximo reitor ou reitora da Universidade Federal da Bahia (Ufba) para o mandato de 2026 já está aquecendo. Nos corredores da instituição, as movimentações políticas e institucionais ganham força, e um nome conhecido no cenário político baiano surge como pré-candidata: a professora Célia Sacramento, que já foi vice-prefeita de Salvador, na Bahia.

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Célia Sacramento não está sozinha na defesa de um modelo de escolha mais transparente e democrático. Ao lado do professor Fernando Conceição, da Faculdade de Comunicação (Facom), ela protocolou recentemente um ofício na Reitoria. O documento pede providências para que as eleições para a reitoria sejam diretas, ou seja, com a participação de todos os estudantes, professores e funcionários da Ufba, e critica o formato atual de escolha.

“Sou também pré-candidata a Reitora da Ufba. Juntos estamos na luta por democracia, para que estudantes, professores e funcionários votem em urna eletrônica. Estamos fazendo a nossa parte para que haja mais conscientização política para pensar qual é a Ufba que queremos", declarou a professora Sacramento, reforçando seu compromisso com a causa.

Como funciona hoje a eleição na Ufba?

Atualmente, a escolha do reitor ou reitora da Ufba é um pouco mais complexa do que uma eleição direta. O processo envolve o envio de uma lista tríplice de nomes para a Presidência da República. Dentro da universidade, a comunidade vota em um "colégio eleitoral" interno, onde o peso dos votos é dividido: 70% para os professores e os outros 30% para estudantes e técnicos-administrativos.

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Essa é a dinâmica que Célia Sacramento e outros pré-candidatos querem mudar, buscando uma eleição por urna eletrônica que envolva toda a comunidade universitária de forma mais equitativa.

Outros nomes na disputa e as tensões políticas

Além de Célia Sacramento e Fernando Conceição, outros nomes de peso já se apresentam para a sucessão de 2026. A professora e pesquisadora Maria Salete Souza Amorim, também da Ufba, é cotada na disputa e igualmente defende uma escolha mais direta. Reconhecida por seus estudos sobre o cenário político brasileiro, Maria Salete é ativa nas redes sociais, onde critica abertamente questões como assédio no meio acadêmico.

A corrida pela reitoria também reacende antigas tensões políticas dentro da Ufba. De um lado, está o ex-reitor João Carlos Salles, um filósofo com reconhecimento nacional. Do outro, o atual vice-reitor Penildon Silva Filho, professor da área de Educação, que pode ser o nome da continuidade administrativa. Essa polarização promete esquentar o debate nos próximos meses.

A entrega do ofício por Célia Sacramento e Fernando Conceição dá um novo fôlego ao debate sobre as regras da sucessão de 2026, recolocando em pauta a modernização dos ritos administrativos da maior universidade federal da Bahia. É esperado que outros nomes ainda se juntem à disputa.

Quem é Célia Sacramento?

Célia Sacramento traz uma bagagem profissional e política bastante robusta. Ela é graduada em Ciências Contábeis e Direito, mestre pela Universidade de São Paulo (USP) e doutora pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atua como professora em duas importantes instituições, a Ufba e a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).

No campo político, sua trajetória é marcada por feitos notáveis. Foi eleita vice-prefeita de Salvador na chapa de ACM Neto, atuando entre 2013 e 2016. Em um momento histórico, em outubro de 2014, ao assumir interinamente a Prefeitura, Célia se tornou oficialmente a primeira mulher negra a chefiar o Poder Executivo da capital baiana. Sua atuação foi focada em políticas de promoção da igualdade racial.

Além disso, foi candidata ao governo da Bahia em 2018 e tem experiência internacional como vice-presidente do Congresso Global de Líderes Africanos e Afrodescendentes, participando ativamente de manifestações antirracistas tanto no Brasil quanto fora dele. Suas propostas incluem, além das eleições diretas, maior uso de ferramentas digitais para estudantes e uma auditoria pública das últimas gestões.

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