O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026 trouxe um sinal de alerta para Maceió. A capital alagoana encerrou o bloco das capitais nordestinas na lanterna do ranking de qualidade de vida, ficando na 25ª colocação entre as 27 capitais brasileiras avaliadas — empatada com Salvador (BA).
O IPS Brasil divulgou, em 20 de maio, a edição 2026 do índice, que avalia os 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais. Diferente de indicadores como o PIB, que focam em fatores econômicos, a ferramenta mede os resultados que impactam diretamente a vida da população.
Maceió fecha o bloco nordestino na 25ª posição, com 61,96 pontos. O número coloca a cidade abaixo de todas as outras capitais da região. O ranking completo das capitais nordestinas no IPS Brasil 2026 mostra João Pessoa (PB) na 9ª posição nacional com 67,73 pontos; Natal (RN) em 13ª com 66,82; Aracaju (SE) em 14ª com 66,35; Teresina (PI) em 16ª com 66,02; São Luís (MA) em 17ª; Fortaleza (CE) em 18ª com 65,15; Recife (PE) em 23ª com 63,22; e Salvador (BA) em 24ª com 62,18.
Apesar do resultado, Maceió supera a média do seu próprio estado. Segundo informações divulgadas pelo portal Cada Minuto, a capital alagoana registrou 61,96 pontos, contra 58,97 do índice geral de Alagoas — o que posiciona Alagoas na 21ª colocação entre os estados. Ser melhor do que a média estadual, porém, não basta para competir com as vizinhas nordestinas.
Entre os menores resultados no ranking das capitais estão Salvador (BA), com 62,18, Maceió (AL), com 61,96, Macapá (AP), com 59,65, e Porto Velho (RO), com 58,59. A diferença entre a capital mais bem colocada e a última ultrapassa 12 pontos.
João Pessoa mantém liderança entre as capitais do Nordeste. A capital paraibana registrou 67,73 pontos e ocupa a 9ª posição nacional entre as 27 capitais avaliadas. No âmbito dos estados, a Paraíba se destaca no Nordeste. A Paraíba lidera o Norte e Nordeste pelo segundo ano consecutivo com 62,39 pontos e 11ª posição nacional.
O IPS não mede crescimento econômico, e sim o que efetivamente chega ao cidadão. O índice geral é composto por três dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades, com 12 componentes que incluem nutrição, água e saneamento, moradia, segurança pessoal, acesso ao conhecimento, saúde, qualidade do meio ambiente, direitos individuais, liberdades, inclusão social e acesso à educação superior.
Apesar do bom desempenho geral das capitais, todas apresentam sérias dificuldades no componente de inclusão social, com altos índices de violência contra minorias, famílias em situação de rua e baixa paridade de gênero e raça. Para Maceió, os gargalos em saneamento, segurança e acesso a oportunidades são apontados pela fonte original como os principais fatores que puxam a nota para baixo.
A média nacional de progresso social foi de 63,40, representando um avanço discreto em comparação aos 63,05 de 2025 e 62,85 de 2024. Maceió, com 61,96, fica abaixo dessa média nacional — o que reforça o tamanho do desafio para a gestão pública da capital alagoana nos próximos anos.
Medir a situação social dos municípios numa frequência anual é essencial para captar mudanças e tendências e contribuir para o aperfeiçoamento de políticas públicas e melhoria da gestão pública local. Os dados do IPS 2026 estão disponíveis no site oficial do índice e podem ser usados por gestores, pesquisadores e pela sociedade civil para orientar investimentos e cobrar resultados.







