Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Política

Câmara aprova acordo Mercosul-UE; Alckmin promete proteção ao agro

A Câmara dos Deputados aprovou o acordo Mercosul-União Europeia. Vice-presidente Geraldo Alckmin garante medidas para proteger o agronegócio antes da votação no Senado.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
25 de fevereiro, 2026 · 22:25 3 min de leitura
Foto : Cadu Gomes/VPR
Foto : Cadu Gomes/VPR

A Câmara dos Deputados deu um passo importante nesta quarta-feira (25) ao aprovar o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. A decisão, que veio por votação simbólica, agora encaminha o projeto para ser analisado pelos senadores, um movimento crucial para o futuro econômico do Brasil.

Publicidade

A pauta é acompanhada de perto pelo setor do agronegócio. Para tranquilizar os produtores, o vice-presidente Geraldo Alckmin se reuniu com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o relator do projeto, deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), e líderes partidários. Alckmin garantiu que o governo federal vai enviar à Casa Civil um decreto com regras específicas para proteger o agronegócio brasileiro.

A ideia é que esse decreto saia do papel antes mesmo da votação do acordo no Senado. Segundo Alckmin, essa medida é fundamental para dar segurança e "conforto" ao setor agropecuário. Ele destacou a importância da iniciativa:

“A ideia é que esse decreto seja editado até, pelo menos, a votação no Senado, porque existe uma pressão do agro para que tenha esse conforto.”

Publicidade

No Senado Federal, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) será a relatora do projeto. Ela, que também é vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, já demonstrou preocupação com possíveis impactos negativos para o agro brasileiro e deve defender ajustes nas salvaguardas comerciais presentes no acordo.

Além do decreto, o vice-presidente também defendeu a aprovação do Projeto de Lei (PL) 6139. Este PL, que já foi aprovado no Senado e agora está em regime de urgência na Câmara, é visto como um impulso para as exportações. Ele propõe ampliar o fundo garantidor e expandir o crédito disponível para quem exporta.

“É hora de acelerar as exportações no comércio exterior. Esse projeto amplia o fundo garantidor para aumentar o crédito para exportação. Vem ao encontro da agricultura, do agro, da indústria e também de serviços”, afirmou Alckmin.

O acordo provisório entre Mercosul e União Europeia foi assinado em janeiro deste ano e faz parte de um pacto mais amplo, que abrange não só a parte comercial, mas também aspectos políticos e de cooperação. O relator na Câmara, deputado Marcos Pereira, enfatizou a dimensão da decisão:

“Não vamos votar apenas um texto. Vamos votar qual será o tamanho do Brasil no mundo.”

O presidente da Câmara, Hugo Motta, reforçou que a aprovação do acordo ajuda o Brasil a reafirmar sua força como exportador. Para ele, o tempo de negociação foi suficiente e agora é o momento de avançar:

“Agora é hora de colher os frutos, de destravar o desenvolvimento e colocar o Brasil no topo da agenda comercial do mundo.”

O que o acordo prevê:

  • Eliminação ou redução de tarifas de importação e exportação entre os blocos.
  • Juntos, Mercosul e União Europeia representam cerca de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em 22,4 trilhões de dólares (aproximadamente 116 trilhões de reais).
  • A União Europeia se compromete a eliminar tarifas de importação sobre aproximadamente 95% dos bens brasileiros, o que corresponde a 92% do valor das importações europeias de produtos do Brasil, em até 12 anos.

Leia também