As indústrias automotivas do Brasil e da Argentina decidiram unir forças para tentar frear o avanço das fabricantes chinesas na América do Sul. O acordo, batizado de Declaração de Buenos Aires, foca em tornar a produção regional mais competitiva e atrair novos investimentos para as fábricas locais.
O documento foi assinado por entidades importantes como a Anfavea e o Sindipeças. A ideia principal é que os dois países deixem de apenas trocar mercadorias entre si e passem a trabalhar juntos na criação de tecnologias modernas, especialmente para motores híbridos e elétricos.
Entre as metas estabelecidas, está a unificação de regras para peças e veículos, além de tornar a passagem de produtos pelas fronteiras mais rápida e barata. O objetivo é que todas essas novas normas de integração estejam funcionando plenamente antes de 2029.
A preocupação com a concorrência da China não é de hoje. Recentemente, montadoras instaladas no Brasil já vinham cobrando do governo federal o fim de isenções de impostos para carros importados que chegam ao país quase prontos, o que prejudica a mão de obra nacional.
O setor automotivo é fundamental para a economia, sendo responsável por cerca de 20% do PIB industrial brasileiro. Juntos, Brasil e Argentina empregam quase 2 milhões de pessoas nessa cadeia produtiva, o que justifica a pressa em proteger o mercado regional.
Com essa nova estratégia, as lideranças do setor esperam garantir que as fábricas instaladas aqui consigam acompanhar a rápida mudança tecnológica do mundo, mantendo os empregos e a força da indústria contra a agressividade das marcas asiáticas.







