A manutenção de Geraldo Júnior (MDB) na vice-governadoria da Bahia para a próxima disputa eleitoral não foi decidida por acaso. Detalhes de uma reunião secreta em Brasília, realizada dias antes do anúncio oficial do governador Jerônimo Rodrigues, mostram como o partido pressionou o governo para garantir seu espaço na chapa.
O deputado federal Ricardo Maia abriu o jogo e revelou que o encontro decisivo aconteceu em seu próprio apartamento funcional. Estavam presentes nomes fortes como Geddel Vieira Lima, o presidente estadual da sigla, Jayme Vieira Lima, além de deputados e prefeitos que exigiam uma definição imediata sobre o futuro político do grupo.
Segundo Maia, o senador Jaques Wagner foi convidado para a conversa após o MDB alinhar internamente que não abriria mão de indicar o vice. Durante o encontro, além da vaga de Geraldo, foram discutidos apoios para fortalecer as listas de candidatos a deputados federais e estaduais do partido.
O deputado criticou a demora do governo em oficializar o nome, afirmando que o processo foi "protelado de forma errada". Para ele, na política, qualquer erro de tempo pode dificultar uma campanha que poderia ser mais tranquila.
A articulação também passou por acordos em municípios baianos. Maia citou que a vinda de nomes para o partido teve a intermediação direta de Wagner, consolidando a aliança entre o PT e o MDB para o próximo pleito estadual.







