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PI 637
Política

Presidente do Banco Central justifica sigilo de 8 anos sobre o Banco Master em depoimento à CPI

Gabriel Galípolo afirmou aos senadores que a medida protege a estabilidade econômica e evita processos bilionários contra a União.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
08 de abril, 2026 · 17:08 1 min de leitura

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu nesta quarta-feira (8) a decisão de manter sob sigilo, por oito anos, os documentos sobre a liquidação do Banco Master. O depoimento aconteceu durante audiência na CPI do Crime Organizado, no Senado Federal.

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Segundo Galípolo, a restrição de acesso aos dados, que deve durar até 2033, é necessária para evitar que o processo seja alvo de questionamentos na Justiça. Ele explicou que a divulgação dessas informações poderia ferir o interesse público e abalar a estabilidade financeira e monetária do Brasil.

O chefe da autoridade monetária esclareceu que o sigilo não é uma exceção para este caso, mas segue uma norma interna de 2018. Pelas regras atuais, documentos de bancos maiores ficam guardados por dez anos, enquanto os de instituições menores são protegidos por oito anos.

Galípolo lembrou que o Banco Central ainda enfrenta dores de cabeça com liquidações ocorridas há décadas. Ele citou que a instituição e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ainda se defendem de pedidos de indenizações bilionárias feitos por acionistas de bancos fechados há 20 ou 50 anos.

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Para o presidente do BC, manter os arquivos fechados temporariamente impede que pessoas tentem tirar vantagens financeiras sobre eventuais perdas do passado. A estratégia busca blindar os cofres públicos de novas disputas judiciais prolongadas.

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