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Análise de químicos para data centers nos EUA é acelerada

Análise do governo dos EUA sobre químicos para data centers pode aumentar a pressão por inovações, afetando saúde e meio ambiente.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
26 de novembro, 2025 · 19:30 2 min de leitura
(Imagem: Amazon/Divulgação)
(Imagem: Amazon/Divulgação)

A análise de novos produtos químicos para data centers nos Estados Unidos está sendo acelerada pelo governo, o que pode resultar na aprovação de substâncias conhecidas como “químicos eternos”. Essa movimentação ocorre em um momento em que a Agência de Proteção Ambiental (EPA) prioriza a revisão regulatória para produtos usados em tecnologias de informação e em projetos energéticos considerados relevantes.

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As mudanças, conforme reportado pela WIRED, estão inseridas em um pacote maior que inclui o Piano de Ação de IA da Casa Branca e visam incrementar a produção e avanço tecnológico do país. Os data centers, que demandam uma quantidade crescente de energia, são vistos como uma área crucial para adoção de novas práticas, especialmente com a pressão da indústria de semicondutores, ávida por inovações nesse setor.

Ex-chefe da EPA, Gary Schweer ressalta que a abordagem do governo tende a aliviar a supervisão sobre os produtos químicos, citando que “a indústria tem ouvidos atentos e dispostos a ouvir suas opiniões”. A prioridade será dada a projetos que produzam, pelo menos, 100 megawatts e que abordem questões de segurança nacional, conforme indicações de secretarias como Defesa e Comércio.

Uma técnica promissora é o resfriamento por imersão, que envolve mergulhar servidores em líquidos especiais que não conduzem eletricidade. Embora este método possa reduzir a necessidade de sistemas de ventilação e economizar energia, sua utilização de substâncias potencialmente perigosas, como os compostos de PFAS, levanta preocupações sobre implicações ambientais e para a saúde pública.

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No contexto atual, a demanda por produtos químicos está aumentando, especialmente para a indústria de semicondutores, uma das grandes solicitantes de novos compostos. Especialistas como Jonathan Kalmuss-Katz, advogado da Earthjustice, expressam que a pressão política por inovações pode comprometer a segurança sanitária e ambiental. O debate acerca da necessidade de equilibrar o avanço tecnológico com a saúde pública está longe de ser resolvido.

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