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13 entidades se unem no Oeste da Bahia para enfrentar gargalos históricos do agro regional

Criada em 2025, a Aliança do Agro reúne produtores, cooperativas e sindicatos rurais em torno de pautas comuns como energia elétrica, logística e infraestrutura no Cerrado baiano.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
05 de junho, 2026 · 06:37 3 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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O agronegócio do Oeste da Bahia ganhou um novo instrumento de pressão e articulação. A Aliança do Agro, uma espécie de "conselho" criado em 2025, reúne representantes de 13 entidades ligadas à produção agrícola e à agroindústria do Cerrado baiano, com o objetivo de trabalhar de forma conjunta pautas que são comuns a todas as cadeias produtivas da região.

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Em uma reunião histórica sediada na Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), no complexo Bahia Farm Show, as 13 entidades firmaram compromisso de atuar de forma conjunta em defesa da agroindústria, representando os setores agrícola, pecuário, industrial, de máquinas e implementos. Ao final do encontro, ficou acordada a criação de um Conselho dos Presidentes, com encontros periódicos e elaboração de um regimento interno, para garantir continuidade e atuação estratégica.

A lista de participantes é extensa e variada. Integram a Aliança: Acrioeste, Abapa, Aprosem, Aprosoja-BA, Aiba, Aprup, Assomiba, Cooproeste, Cooperfarms, Faeb, Fundação Bahia, Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras e o Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães.

A lógica da aliança parte de uma constatação simples: embora o agro regional seja formado por cadeias produtivas diferentes, os principais obstáculos são os mesmos para todos. Entre os gargalos prioritários estão a melhoria do fornecimento de energia elétrica e a necessidade de avanços em infraestrutura, como a conclusão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e obras no aeroporto de Barreiras.

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Com decisões e esforços colegiados, a ideia é que ações atualmente empreendidas individualmente pelas lideranças de cada setor possam ganhar musculatura por meio de estratégia e investimento conjuntos. O presidente da Aiba, Moisés Schmidt, reforçou a importância da coordenação: "Quando as instituições se unem para discutir temas comuns, conseguimos avançar de forma mais estruturada em pautas que impactam toda a agroindústria da região."

A presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães, Greice Fontana, também destacou o alcance da iniciativa. "A união das entidades amplia nossa capacidade de atuar em temas que impactam toda a cadeia do agronegócio regional, desde produtividade e tecnologia até sustentabilidade econômica, social e ambiental."

O contexto em que a Aliança nasce é favorável. O Oeste da Bahia se consolidou como o maior polo de produção agrícola irrigada do Brasil, superando Minas Gerais no uso de pivôs centrais. De acordo com levantamento da Embrapa Milho e Sorgo, entre 2002 e outubro de 2024, a área irrigada na região cresceu de 232,8 mil hectares para 332,5 mil hectares.

O algodão irrigado é um dos carros-chefes desse avanço. Segundo informações da Abapa divulgadas pela fonte original, a produção de pluma chegou a 843 mil toneladas na safra atual, em uma área cultivada de 413 mil hectares, sendo cerca de 150 mil sob irrigação. A área irrigada deve chegar a 150 mil hectares na safra 2025/2026, fazendo do Oeste da Bahia o grande polo de algodão irrigado do Brasil — num ano em que a tecnologia da irrigação foi fundamental para garantir estabilidade mesmo com clima adverso.

A meta da Aliança é agregar valor à produção estadual com a verticalização, integrando as diferentes etapas da cadeia produtiva para gerar mais empregos, impostos e movimentação da economia. A proposta é ambiciosa: construir, por meio do diálogo constante e de ações articuladas, uma agenda de desenvolvimento sustentável, competitiva e integrada para toda a agroindústria do estado — movimento que, segundo lideranças, contou com "adesão de 100% das entidades atuantes na região".

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