A Polícia Civil de Sergipe encerrou as investigações sobre uma série de furtos praticados contra mulheres idosas em igrejas de Aracaju. A Delegacia de Roubos e Furtos (Derof), unidade vinculada ao Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri), concluiu o inquérito que apurou os crimes. As apurações identificaram três integrantes do grupo criminoso, dos quais dois já foram presos e um permanece foragido.
As investigações começaram após o registro de ocorrências envolvendo duas vítimas idosas furtadas em duas igrejas da capital. Em ambos os casos, as vítimas relataram que foram abordadas por uma mulher enquanto outra aproveitava a distração para subtrair seus pertences. Com o avanço das apurações, a Derof identificou outros boletins de ocorrência com o mesmo modo de atuação, todos envolvendo duplas de mulheres que agiam em conjunto.
A análise das imagens dos locais confirmou que o grupo utilizava o mesmo padrão para cometer os crimes. Após os furtos, os cartões bancários das vítimas eram utilizados em estabelecimentos dos bairros 13 de Julho e Centro, além de supermercados e mercearias de Aracaju. A partir das imagens captadas nesses locais, os policiais identificaram um veículo utilizado para apoiar as autoras.
As diligências permitiram identificar as duas mulheres responsáveis pelos furtos e o motorista do veículo, apontado como responsável pelo suporte logístico ao grupo. A Polícia Civil representou pelas prisões dos envolvidos, e os mandados foram deferidos pela Justiça.
O homem investigado foi preso no dia 17 de junho. Já uma das mulheres foi localizada e presa no dia 7 de julho, na cidade de Salvador, na Bahia. Segundo a delegada Thereza Simony, responsável pelas investigações, as duas mulheres já haviam sido presas em flagrante na Bahia, em 2025, pela prática de furtos contra pessoas idosas. O homem investigado também já havia respondido a processo pelo mesmo tipo de crime.
A Polícia Civil continua as diligências para localizar a terceira investigada, Gabriela dos Santos Silva, que permanece foragida. Informações que possam contribuir para a localização da investigada podem ser repassadas por meio do Disque-Denúncia 181. O sigilo do denunciante é garantido.







