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Polícia

Polícia indicia casal de pastores por abuso sexual de adolescentes

Investigação da Polícia Civil identificou 11 possíveis vítimas em igreja evangélica de Boa Vista.

Redação ChicoSabeTudo
17 de julho, 2026 · 09:29 2 min de leitura
Polícia indicia casal de pastores por abuso sexual de adolescentes

A Polícia Civil de Roraima concluiu o inquérito que investigava um casal de pastores evangélicos suspeito de abusar sexualmente de adolescentes em uma igreja mantida por eles em Boa Vista. Wenderson Lima de Souza, de 32 anos, e Arielly Kamila Moraes de Souza, de 24, foram indiciados nesta quinta-feira (16) por estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual, entre outros crimes. Segundo a corporação, o casal está foragido e teria fugido para Manaus.

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O caso começou a ser apurado em abril, depois que a família de uma adolescente de 14 anos procurou a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) para denunciar os fatos. Ao longo da investigação, outras vítimas relataram situações semelhantes: ao todo, 11 possíveis casos foram identificados, mas cinco adolescentes optaram por não prestar depoimento.

De acordo com a Polícia Civil, os investigados usavam a posição de liderança religiosa para se aproximar das famílias e manter as vítimas sob influência, chegando a apresentar os abusos como parte de um propósito espiritual. As autoridades também apontam que o casal oferecia dinheiro, transferências via Pix e outras vantagens para evitar que os casos fossem denunciados.

Além de estupro de vulnerável e importunação sexual, Wenderson responde ainda por favorecimento da exploração sexual de adolescente, registro não autorizado de intimidade sexual, fraude processual e falsidade ideológica. Arielly foi indiciada por estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual.

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A investigação apontou ainda uma tentativa de destruir provas: uma jovem de 20 anos teria ajudado a danificar um celular usado nos crimes e foi indiciada por fraude processual e corrupção de menores.

A delegada responsável pelo caso afirmou que a estrutura de autoridade da igreja e o ambiente de fé dificultaram que as vítimas revelassem os abusos, criando um clima de intimidação entre os fiéis. O inquérito foi enviado à Justiça de Roraima, que deve analisar o pedido de prisão preventiva do casal.

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