Um homem de 63 anos precisou ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas neste domingo (21) após cair em uma cisterna abandonada na zona rural de São Sebastião, município do Agreste alagoano. O acidente ocorreu no Povoado Serra, nas proximidades da Escola do Brejinho.
Segundo informações da corporação, a operação foi conduzida por três militares da viatura Auto Busca e Salvamento (ABS-20). As condições da estrutura e a profundidade do poço desativado tornaram o trabalho mais complexo, exigindo o uso de técnicas específicas para garantir a retirada segura da vítima.
Após acessar o interior da cisterna, os militares conseguiram retirar o idoso com vida. Ele estava consciente no momento do resgate, mas apresentava ferimento na região da cabeça. Em seguida, foi entregue aos socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que já aguardavam no local.
Conforme informações divulgadas pelos portais que acompanharam o caso, após o tratamento da lesão, o homem deve ser liberado para se recuperar em casa. As circunstâncias da queda não foram esclarecidas até o momento.
Casos como esse evidenciam o risco que estruturas desativadas representam para moradores de zonas rurais no Nordeste. O Corpo de Bombeiros reforça a importância de manter cisternas, poços e outras estruturas desativadas devidamente isoladas ou aterradas, prevenindo riscos à segurança de pessoas e animais. Em caso de emergência, o número para acionar a corporação é o 193.
Alagoas registra, com certa frequência, ocorrências envolvendo quedas em cisternas. No início de junho, o corpo de um idoso de 76 anos foi encontrado dentro de uma cisterna no bairro Clima Bom, em Maceió. Em fevereiro, outro homem, de 49 anos, foi localizado sem vida em uma cisterna na zona rural de Craíbas, também no Agreste alagoano.
O município de São Sebastião fica a cerca de 180 quilômetros de Maceió. A cidade é conhecida regionalmente pela tradição das rendas de bilro e tem parte significativa de sua população vivendo na zona rural, onde cisternas foram amplamente utilizadas para captação e armazenamento de água da chuva — muitas delas sem uso há anos e sem qualquer proteção ou sinalização de risco.







