Um jovem de 22 anos identificado como Tiago Santos de Jesus morreu afogado na tarde desta quinta-feira (30) em uma barragem localizada dentro de uma fazenda no povoado Ladeiras, município de Monte Alegre, no Alto Sertão de Sergipe. A tragédia ocorre num momento em que os casos de afogamento no estado acumulam números preocupantes ao longo de 2026.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE), a corporação foi acionada assim que o afogamento foi registrado. Ao chegar ao local, os militares avaliaram a necessidade de acionar a equipe especializada em mergulho para conduzir as buscas subaquáticas.
No entanto, antes de os mergulhadores iniciarem a operação, os próprios familiares de Tiago entraram na barragem, localizaram o corpo e o retiraram da água por conta própria. A Polícia Militar também esteve no local para isolar a área e dar apoio à ocorrência, conforme informações divulgadas pelo CBMSE.
As equipes dos bombeiros permaneceram no local acompanhando todos os procedimentos até a chegada dos órgãos responsáveis pelo recolhimento e pela perícia. As circunstâncias exatas que levaram o jovem a se afogar ainda deverão ser esclarecidas por meio de investigação da Polícia Civil, segundo apuração de portais sergipanos.
O caso se soma a uma série de afogamentos fatais registrados em Sergipe ao longo deste ano. Dados do CBMSE apontam que, entre janeiro e abril de 2026, nove pessoas morreram afogadas no estado — e o total de ocorrências praticamente dobrou em relação ao mesmo período de 2025, saltando de 82 para cerca de 160 registros.
Barragens, açudes e rios da zona rural concentram boa parte desses acidentes, especialmente durante os meses mais quentes, quando o acesso a pontos de banho naturais aumenta. O Corpo de Bombeiros de Sergipe reforça a importância de acionar o número 193 em situações de emergência aquática e orienta que ninguém entre na água sem conhecer a profundidade e as condições do local.
Monte Alegre fica no sertão sergipano, a mais de 200 km de Aracaju, e integra uma região marcada pelo convívio próximo com açudes, barragens e reservatórios — estruturas essenciais no semiárido, mas que exigem cuidado redobrado, sobretudo de crianças e jovens.







