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Defesa de Paulão do Caldeirão diz que interrogatório foi "lúcido e transparente" após audiência em Feira de Santana

Processo apura acidente que matou jovem motociclista em outubro de 2025; caso seguirá para alegações finais após conclusão de diligências pendentes

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
26 de maio, 2026 · 00:30 3 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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A audiência de instrução do processo que apura o acidente envolvendo o ex-vereador Josse Paulo Pereira Barbosa, o Paulão do Caldeirão, chegou ao fim na tarde desta segunda-feira (26), no Fórum Desembargador Filinto Bastos, em Feira de Santana. A sessão, presidida pela juíza Márcia Simões Costa, começou às 14h e terminou por volta das 16h40.

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Durante a audiência, foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além do próprio interrogatório do ex-vereador. O advogado Rafael Esperidião explicou que esta foi uma continuação da primeira audiência realizada no início do ano. A juíza havia redesignado a sessão para ouvir testemunhas pendentes da primeira audiência, além de testemunhas de defesa e o interrogatório de Josse Paulo.

Ao avaliar o interrogatório do cliente, a defesa foi enfática. Para o advogado Rafael Esperidião, "a defesa está em busca das diligências para corroborar o que ele está dizendo com perícias técnicas" e não houve "nenhum tipo de contradição" — classificando o depoimento como "muito lúcido, transparente e claro", com toda a narrativa desde o início do dia do acidente até o pós-ocorrência.

O outro advogado da defesa, Hércules Oliveira, reforçou a postura colaborativa do acusado. "O certo é que a defesa tem contribuído, o Josse Paulo tem contribuído para o andar processual e isso é muito positivo porque dá demonstração que queremos chegar à verdade fática", declarou.

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Ainda existem diligências pendentes que precisam ser concluídas antes de o processo avançar para a fase de alegações finais. Os pedidos envolvem esclarecimentos sobre a dinâmica do acidente, iluminação da via, velocidade permitida no local e perícias técnicas. Segundo Esperidião, as solicitações foram protocoladas desde a fase do inquérito policial, endereçadas ao delegado titular da 2ª Delegacia Territorial. Somente após essas diligências é que o processo seguirá para a fase de alegações finais e, em seguida, para uma decisão da juíza sobre eventual encaminhamento a júri popular.

O caso remonta a outubro do ano passado. O acidente aconteceu no dia 5 de outubro de 2025, na marginal da Avenida Eduardo Fróes da Mota, nas proximidades da Avenida Artêmia Pires, em Feira de Santana. Segundo a acusação, Paulão do Caldeirão atropelou duas pessoas que estavam em uma motocicleta: Marlon da Silva Sena, de 22 anos, morreu no local, enquanto Bruno Alves Mota ficou ferido.

O ex-vereador foi preso em flagrante após deixar o local do acidente e ser contido por populares. Conforme a investigação, ele é acusado de homicídio qualificado com dolo eventual, embriaguez ao volante, omissão de socorro e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. De acordo com informações da Polícia Militar, o ex-vereador apresentava sinais visíveis de embriaguez e havia bebidas alcoólicas dentro do veículo.

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou a soltura do ex-vereador em dezembro de 2025. O magistrado concedeu parcialmente o pedido de habeas corpus e impôs medidas cautelares, como a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação por pelo menos 180 dias e a suspensão do registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Desde então, Paulão responde ao processo em liberdade.

O caso ganhou ampla repercussão nas redes sociais, devido à visibilidade política de Paulão, que é 1º suplente de vereador de Feira de Santana e conhecido por apresentar o programa "Caldeirão do Paulão" em emissoras locais. O processo agora aguarda o cumprimento das diligências solicitadas para que a juíza Márcia Simões Costa possa decidir se o réu irá ou não a júri popular.

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