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Polícia

Corpo de homem de 31 anos é achado boiando em piscina de chácara em Aracaju; família suspeita de convulsão

Piscineiro da propriedade, no bairro Areia Branca, foi quem fez a descoberta. Polícia Civil vai investigar o caso, e perícia definirá a causa da morte.

Redação ChicoSabeTudo
21 de junho, 2026 · 13:47 2 min de leitura
Piscina de chácara em área residencial — ilustração de risco de afogamento
Piscina de chácara em área residencial — ilustração de risco de afogamento

Um homem de 31 anos foi encontrado sem vida dentro da piscina de uma chácara neste sábado (20), no bairro Areia Branca, na Zona de Expansão de Aracaju (SE). Quem fez a descoberta foi o piscineiro da propriedade, que se deparou com a vítima boiando na água e acionou imediatamente as autoridades, segundo informações divulgadas pelo portal A8SE.

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De acordo com relatos de familiares à Polícia Militar, o homem estava sozinho no local no momento do acidente. A hipótese levantada pelos parentes é de que ele teria sofrido uma crise convulsiva antes de cair na piscina. A principal linha de investigação é o afogamento, mas a causa exata da morte só será confirmada após exames periciais.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e esteve no local, onde constatou o óbito. O Instituto Médico Legal (IML) recolheu o corpo. O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que conduzirá as investigações.

A combinação entre crise convulsiva e água é considerada de alto risco por especialistas. Durante uma crise convulsiva generalizada, ocorre a contração de todos os músculos do corpo e a perda da consciência, o que pode fazer com que a vítima perca o controle e afunde sem conseguir pedir socorro.

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O episódio ocorre num contexto preocupante de mortes por afogamento no Brasil. Em 2023, 5.883 brasileiros morreram afogados — 395 pessoas a mais do que no ano anterior. Homens morrem em média seis vezes mais por afogamento do que mulheres, e 76% das mortes ocorrem em água doce.

Especialistas alertam que piscinas em propriedades privadas concentram riscos que costumam ser subestimados. O principal problema reside nas diversas áreas sem supervisão profissional, como residências, rios, lagos, cachoeiras e represas, onde o risco estimado de morte por afogamento é 60 vezes maior.

A Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) estima que ocorram 15 mortes por dia por afogamento no Brasil — o que significa um brasileiro morrendo afogado a cada 90 minutos. Em caso de emergência aquática, o Samu deve ser acionado pelo número 192.

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