Câmeras de monitoramento flagraram dois homens tentando furtar cabos na Ponte Aracaju-Barra, que liga a capital sergipana ao município de Barra dos Coqueiros, na noite desta terça-feira (24). A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação da Prefeitura de Barra dos Coqueiros.
Durante a ação criminosa, a manipulação dos cabos provocou um curto-circuito seguido de explosão. Um dos suspeitos sofreu queimaduras graves em aproximadamente 50% do corpo. Mesmo ferido, ele conseguiu se locomover até o hospital do município, onde recebeu os primeiros socorros.
Em seguida, o homem foi transferido para o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), em Aracaju, onde permanece internado. A situação do segundo suspeito não foi detalhada pelas autoridades. O caso segue sob apuração das forças de segurança.
A Ponte Construtor João Alves — nome oficial da estrutura — é uma das principais ligações viárias entre a capital e o litoral norte de Sergipe. O furto de cabos em estruturas públicas é um problema recorrente no estado. Em outro episódio registrado anteriormente, uma tentativa de furto de cabos de energia causou a interrupção no fornecimento do serviço na Barra dos Coqueiros e em duas ruas do bairro Industrial, em Aracaju.
O crime de furto de infraestrutura elétrica passou a ter punições mais severas no Brasil. O presidente Lula sancionou a Lei 15.181/2025, que aumenta as penas para crimes de furto, roubo e receptação de fios, cabos e equipamentos usados na distribuição e transmissão de energia elétrica, com o objetivo de combater crimes que comprometem a continuidade e a segurança no fornecimento do serviço.
Com a nova legislação, o furto desses materiais passou a ser considerado crime qualificado, com pena de dois a oito anos de prisão, além de multa. No caso de roubo, a punição chega a seis a 12 anos. Se o crime afetar o funcionamento de serviços públicos essenciais, a condenação pode alcançar 12 anos de prisão, mais multa.
O perigo para quem tenta furtar os cabos é alto. As consequências para quem manuseia cabos com partes energizadas podem ser graves, chegando a casos extremos de morte ou lesões irreversíveis, como perda de membros e fraturas por queda. O caso da Ponte Aracaju-Barra é mais um exemplo desse risco.
O mercado ilegal formado pelo escoamento desse tipo de material movimenta cerca de R$ 2 bilhões por ano no Brasil, segundo dados levantados durante a tramitação da lei no Senado. Os infratores geralmente vendem o material furtado no mercado clandestino com o objetivo de obter valor pelo cobre e outros elementos presentes nos cabos.







