A Justiça da Bahia manteve na sexta-feira (7) a prisão de Adilson Souza Lima, cujo apelido no meio criminal é Roceirinho, impedindo que ele deixasse o regime semiaberto. A nova ordem judicial foi motivada por um caso de sequestro e tortura contra um adolescente, ocorrido em abril.
Roceirinho é apontado pelas autoridades como um dos líderes da facção criminosa Katiara, que atua em diferentes regiões do estado. Ele estava custodiado sob regras do semiaberto quando o novo episódio levou a Justiça a reforçar sua detenção.
Com a decisão, ele permanece recolhido na unidade prisional de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, agora sob vigilância mais rígida e sem acesso aos benefícios que o regime semiaberto normalmente permite, como saídas temporárias.
O caso já havia passado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que em março analisou pedidos apresentados pela defesa de Adilson Souza Lima relacionados à situação prisional dele. A nova determinação judicial cumprida nesta semana reforça o entendimento das autoridades de que a liderança de organizações criminosas pode continuar sendo exercida mesmo durante o cumprimento de pena, o que justifica o acompanhamento mais próximo de casos como o de Roceirinho.







