Um homem acusado de estuprar a própria sobrinha, de 10 anos, foi preso na madrugada desta quarta-feira (24) durante a festa de São João de Amargosa, município da região centro-sul da Bahia. A detenção só foi possível graças ao sistema de reconhecimento facial da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), que o identificou como foragido da Justiça no meio da multidão.
Segundo informações divulgadas pelo portal A Tarde, equipes da Polícia Militar efetuaram a prisão após o alerta emitido pelo sistema e o conduziram à Delegacia Especial de Área da Polícia Civil. O homem, cujo nome não foi revelado, passou a ser o 38º foragido capturado por meio dessa tecnologia durante a Operação São João 2026.
O Sistema de Reconhecimento Facial da SSP-BA localizou ao todo 31 foragidos durante a operação até a madrugada de terça-feira (23), em diferentes regiões do estado — capital, Região Metropolitana de Salvador e interior. A captura em Amargosa, na quarta, elevou a marca para 38.
Entre os presos estão suspeitos de homicídio, roubo, porte ilegal de arma de fogo, estupro de vulnerável e também pessoas procuradas por dívida de pensão alimentícia.
Para garantir a cobertura dos grandes circuitos juninos, a SSP-BA mobilizou mais de 2.800 câmeras de videomonitoramento ativas em tempo real. A novidade desta edição foi o emprego das Plataformas de Observação Elevada (POE), estruturas móveis que funcionam como postos elevados de vigilância, ampliando o campo de visão dos sensores digitais e otimizando a captação de imagens em locais com alta densidade de público.
A Secretaria da Segurança Pública emprega o sistema em pontos fixos e em Plataformas de Observação Elevada (POE), implementadas em áreas estratégicas. Após cada alerta gerado automaticamente pelo reconhecimento facial, as equipes mais próximas são acionadas e efetuam as prisões.
Os festejos juninos acontecem em 283 municípios da Bahia e contam com um efetivo de 27 mil profissionais da segurança pública. Além do incremento de policiais e bombeiros, a Secretaria também empregou tecnologia e estrutura, garantindo o maior investimento da história na operação.
O caso de Amargosa reforça como a tecnologia tem sido decisiva para retirar de circulação pessoas procuradas pela Justiça mesmo em meio a grandes aglomerações. O suspeito responde por crime contra vulnerável e segue à disposição das autoridades competentes.







