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MPF briga na Justiça para parar obra de prédio que ameaça tartarugas em Salvador

Construção em Itapuã fica em área de desova de espécies em extinção e, segundo procuradores, foi liberada com irregularidades.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Municipios
13 de março, 2026 · 17:08 1 min de leitura

O Ministério Público Federal (MPF) está na Justiça para tentar parar na marra a construção de um prédio de luxo na praia de Itapuã, em Salvador. O motivo é sério: o empreendimento fica bem numa área onde tartarugas marinhas, ameaçadas de extinção, botam seus ovos.

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O problema, segundo os procuradores, é que a iluminação artificial e a sombra do prédio, chamado Azure Beach & Living, podem atrapalhar todo o ciclo de vida das tartarugas. As luzes confundem as fêmeas na hora de encontrar um lugar para a desova e desorientam os filhotes que tentam chegar ao mar.

A briga já teve um primeiro round na Justiça Federal, que negou o pedido para paralisar a obra. Sem aceitar a derrota, o MPF recorreu a uma instância superior, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), para tentar brecar as máquinas imediatamente.

Para provar o risco, o MPF juntou vários laudos técnicos. Um deles é do Projeto Tamar (ICMBio), especialista no assunto, que confirma os perigos da construção para a vida marinha na região da Pedra do Sal, um conhecido ponto de desova.

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Além do risco ambiental, a ação aponta falhas graves no processo de liberação da obra. A prefeitura de Salvador teria dispensado o licenciamento ambiental e não consultou o Projeto Tamar, o que seria uma exigência da lei para obras nesse tipo de local.

Mesmo com a obra já avançada, o MPF argumenta que é melhor parar agora. A procuradora do caso afirma que deixar a construção continuar só aumenta o estrago e torna qualquer solução futura, como uma demolição, muito mais complicada e cara.

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