Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Municipios

Faminta e acuada: raposa cai em lixeira de prédio em Maceió e é capturada pela Polícia Ambiental

Animal saiu de área de mata próxima em busca de alimento durante o inverno e ficou presa em compartimento de lixo; BPA e Ibama atuaram no resgate.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Municipios
19 de maio, 2026 · 11:38 2 min de leitura
Raposa resgatada pelo Batalhão de Polícia Ambiental em área urbana de Maceió
Raposa resgatada pelo Batalhão de Polícia Ambiental em área urbana de Maceió

Uma raposa foi encontrada presa no compartimento de lixo de um prédio empresarial na Avenida Menino Marcelo, no bairro da Serraria, em Maceió, na última segunda-feira (18). O animal foi resgatado pelo Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) da Polícia Militar de Alagoas após moradores denunciarem a presença do bicho na área.

Publicidade

Quando a guarnição chegou ao local, a raposa estava acuada dentro do compartimento de lixo. Segundo o tenente Joaquim Delmiro, oficial de operações do BPA, o animal provavelmente veio de uma mata preservada próxima ao antigo Ecopark. A escassez de alimentos típica do período de inverno teria levado a raposa a procurar comida nas lixeiras do entorno urbano — onde acabou ficando presa.

O episódio não foi isolado. Segundo informações divulgadas pelo BPA, em menos de 24 horas a corporação realizou resgates de animais silvestres em diferentes pontos de Maceió. Além da raposa na Serraria, uma preguiça foi retirada de uma escola no mesmo bairro, uma jiboia foi encontrada dentro de uma residência no Chã de Bebedouro e um gambá foi capturado em uma casa no Gruta de Lourdes. No dia anterior, um jacaré havia sido recolhido em via pública no Benedito Bentes.

Após o resgate, a raposa foi encaminhada ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), gerido pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA/AL) e pelo Ibama. No local, o animal passará por avaliação veterinária para verificar possíveis doenças e as condições para retorno ao habitat. A previsão é que seja solta em área segura após a triagem.

Publicidade

O padrão se repete em diversas cidades do país. A expansão urbana e a degradação de ambientes naturais têm obrigado animais silvestres a migrar para áreas habitadas, principalmente em busca de alimento, água e abrigo. O fenômeno, conhecido como sinantropia, acontece quando o animal tenta se adaptar ao espaço modificado pelo homem.

O tenente Delmiro reforçou o alerta à população: quem avistar um animal silvestre em área urbana não deve se aproximar nem tentar capturá-lo. O animal se sente ameaçado e pode reagir com agressividade. O correto é mantê-lo isolado e acionar o BPA ou a Polícia Militar pelo número 190, ou diretamente o Batalhão pelo (82) 98833-5879. Denúncias de animais em cativeiro ilegal também podem ser feitas pelos mesmos canais.

O caso da raposa na Serraria reacende o debate sobre a preservação das áreas verdes que ainda existem dentro e no entorno das cidades. Quando esses fragmentos de mata se reduzem ou são perturbados, a fauna perde espaço e acaba buscando alternativas nos centros urbanos — com risco para os animais e, em alguns casos, para os próprios moradores.

Leia também