A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) enfrentou um contratempo em seus planos de modernizar o transporte de deputados estaduais. Uma licitação que previa gastar aproximadamente R$ 1,67 milhão por ano para fretar helicópteros foi considerada “deserta” após não receber nenhuma proposta de empresas interessadas. O resultado, que frustrou a intenção da Casa, foi divulgado no Diário Oficial na última sexta-feira (6).
O objetivo principal da AL-BA com essa contratação era dar aos parlamentares uma alternativa de deslocamento mais rápida e eficiente. A ideia era reduzir significativamente o tempo de viagem e os custos que hoje são gerados com deslocamentos terrestres e hospedagens, especialmente considerando a grande extensão territorial da Bahia e as limitações da malha aérea comercial em diversas regiões do estado. Era uma tentativa de otimizar o trabalho legislativo e institucional.
O pregão detalhava um serviço bastante robusto e exigente. A expectativa era de um gasto de R$ 16 mil por hora de voo, com uma demanda anual estimada em até 100 horas. A empresa vencedora teria a responsabilidade de manter o serviço disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana, para atender a diversas necessidades dos deputados e da própria Assembleia. Entre as atividades que justificariam o uso dos helicópteros, estavam:
- Participação em eventos oficiais e audiências públicas;
- Visitas técnicas e fiscalizações no interior do estado;
- Sessões legislativas itinerantes;
- Missões institucionais e atividades legislativas em outras cidades da Bahia e até em outros estados;
- Deslocamentos emergenciais.
Para isso, as aeronaves precisariam cumprir alguns requisitos mínimos. Cada helicóptero deveria ter capacidade para, no mínimo, quatro passageiros, além do piloto e copiloto. A velocidade de cruzeiro mínima exigida era de 180 km/h, e a autonomia de voo não poderia ser inferior a três horas, garantindo que as viagens fossem realizadas de forma ágil e segura por diversas partes do território baiano.
Publicidade“A contratação busca reduzir o tempo de deslocamento e custos com viagens terrestres e hospedagens, diante das limitações da malha aérea comercial no estado.”
Apesar de todos os detalhes e da justificativa apresentada pela AL-BA, nenhuma empresa se apresentou para a concorrência. Isso significa que, por enquanto, os deputados continuarão dependendo dos meios de transporte tradicionais para cumprir suas agendas institucionais, e a Assembleia Legislativa terá que reavaliar suas estratégias para o transporte aéreo.







