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Licitação milionária de helicópteros da AL-BA não recebe propostas

A licitação da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) de R$ 1,67 milhão/ano para fretar helicópteros foi “deserta” após nenhuma proposta.

Redação ChicoSabeTudo
06 de março, 2026 · 16:47 2 min de leitura
Foto: Divulgação / Airbus
Foto: Divulgação / Airbus

A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) enfrentou um contratempo em seus planos de modernizar o transporte de deputados estaduais. Uma licitação que previa gastar aproximadamente R$ 1,67 milhão por ano para fretar helicópteros foi considerada “deserta” após não receber nenhuma proposta de empresas interessadas. O resultado, que frustrou a intenção da Casa, foi divulgado no Diário Oficial na última sexta-feira (6).

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O objetivo principal da AL-BA com essa contratação era dar aos parlamentares uma alternativa de deslocamento mais rápida e eficiente. A ideia era reduzir significativamente o tempo de viagem e os custos que hoje são gerados com deslocamentos terrestres e hospedagens, especialmente considerando a grande extensão territorial da Bahia e as limitações da malha aérea comercial em diversas regiões do estado. Era uma tentativa de otimizar o trabalho legislativo e institucional.

O pregão detalhava um serviço bastante robusto e exigente. A expectativa era de um gasto de R$ 16 mil por hora de voo, com uma demanda anual estimada em até 100 horas. A empresa vencedora teria a responsabilidade de manter o serviço disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana, para atender a diversas necessidades dos deputados e da própria Assembleia. Entre as atividades que justificariam o uso dos helicópteros, estavam:

  • Participação em eventos oficiais e audiências públicas;
  • Visitas técnicas e fiscalizações no interior do estado;
  • Sessões legislativas itinerantes;
  • Missões institucionais e atividades legislativas em outras cidades da Bahia e até em outros estados;
  • Deslocamentos emergenciais.

Para isso, as aeronaves precisariam cumprir alguns requisitos mínimos. Cada helicóptero deveria ter capacidade para, no mínimo, quatro passageiros, além do piloto e copiloto. A velocidade de cruzeiro mínima exigida era de 180 km/h, e a autonomia de voo não poderia ser inferior a três horas, garantindo que as viagens fossem realizadas de forma ágil e segura por diversas partes do território baiano.

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“A contratação busca reduzir o tempo de deslocamento e custos com viagens terrestres e hospedagens, diante das limitações da malha aérea comercial no estado.”

Apesar de todos os detalhes e da justificativa apresentada pela AL-BA, nenhuma empresa se apresentou para a concorrência. Isso significa que, por enquanto, os deputados continuarão dependendo dos meios de transporte tradicionais para cumprir suas agendas institucionais, e a Assembleia Legislativa terá que reavaliar suas estratégias para o transporte aéreo.

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