O trio elétrico, um dos maiores ícones do Carnaval de Salvador e da cultura baiana, agora tem seu valor oficializado. A invenção que arrasta milhões de foliões pelas ruas foi reconhecida como Patrimônio Imaterial, Cultural e Histórico de Salvador, na Bahia.
A medida foi transformada em lei após sanção do prefeito Bruno Reis (União Brasil) e publicada no Diário Oficial do Município (DOM) na última sexta-feira, dia 6 de outubro. Com essa oficialização, a lei garante que a relevância do trio elétrico para a história e a cultura da capital baiana seja devidamente preservada. O órgão municipal responsável pelo patrimônio cultural terá a missão de adotar todas as providências necessárias para que a lei seja cumprida à risca.
Uma história que começou nos anos 50
A história do trio elétrico começou na década de 1950, pelas mãos e ideias inovadoras de Dodô e Osmar Macedo. Eles queriam amplificar o som de seus instrumentos, e a partir dessa necessidade, criaram algo revolucionário. O nome “trio” surgiu porque, no início, três músicos faziam o som: a dupla de criadores e Temístocles Aragão. Já o termo “elétrico” veio da tentativa de dar mais volume e alcance aos instrumentos musicais.
O primeiro desfile da história não foi em um caminhão como conhecemos hoje, mas em uma “fobica” – um carro aberto modificado. Esse veículo tinha um sistema de som potente e uma espécie de palco improvisado em um nível superior, chamando a atenção de todos na rua.
No ano seguinte, a dupla Dodô e Osmar evoluiu a ideia, levando os equipamentos para uma caminhonete. Com o passar dos anos e o crescimento do Carnaval, o trio elétrico também se transformou. Em meados da década de 1970, ele ganhou a forma que hoje é mais familiar para todos nós: montado em caminhões, permitindo uma estrutura maior e mais complexa para artistas e foliões.
Significado e Formalização
A aprovação dessa lei é um reconhecimento fundamental para a cultura de Salvador. O trio elétrico não é apenas um veículo de som; ele é o palco móvel que, todos os anos, transforma as ruas da cidade em uma festa gigante a céu aberto, reunindo milhões de pessoas em celebração.
O documento que oficializa o trio elétrico como patrimônio foi assinado na quarta-feira (4) pelo prefeito Bruno Reis, junto com os secretários municipais Carlos Felipe Vazquez de Souza Leão e Ana Paula Andrade Matos Moreira. Essa medida é um passo importante para proteger e valorizar uma das maiores expressões da identidade baiana e brasileira.







