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Municipios

Buracos e pedras soltas: comunidade do Pambu, em Abaré, pressiona prefeitura por reparos nas estradas

Após ônibus atolar em trecho da via que liga o território indígena Tumbalalá ao distrito de Ibó, moradores cobram ação urgente; prefeitura diz que empresa licitada já tem ordem de serviço emitida.

Redação ChicoSabeTudo
24 de julho, 2026 · 00:07 2 min de leitura
Estrada rural em mau estado de conservação no sertão baiano, com buracos e pedras soltas
Estrada rural em mau estado de conservação no sertão baiano, com buracos e pedras soltas

Moradores da região do Pambu, no território indígena Tumbalalá, em Abaré (BA), estão sem paciência com as condições das estradas que ligam as comunidades ao distrito de Ibó. Os relatos dão conta de buracos, trechos com pedras soltas e pontos que representam risco constante para quem passa de carro ou moto pela via — e acidentes já teriam sido registrados por causa disso.

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A situação voltou à tona esta semana quando um ônibus atolou em um dos trechos da estrada, expondo mais uma vez as dificuldades enfrentadas no dia a dia por quem depende dessa via. O episódio reforçou a cobrança dos moradores por uma intervenção urgente da Prefeitura de Abaré.

A região do Pambu fica às margens do rio São Francisco, no norte da Bahia, e os moradores do território Tumbalalá dependem dessas estradas para acessar serviços de saúde, trabalho e comércio tanto em Abaré quanto em municípios vizinhos como Curaçá. Qualquer deterioração das vias compromete diretamente esse acesso.

Segundo informações divulgadas pelo Blog do Didi Galvão, quando algum serviço emergencial é realizado nos trechos mais críticos, quem frequentemente entra em ação é uma empresa produtora de manga instalada na localidade — não a prefeitura. A empresa teria executado reparos pontuais para garantir a passagem de seus próprios veículos.

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Procurada para se explicar, a Prefeitura de Abaré, por meio da Secretaria Municipal de Comunicação (SECOM), emitiu nota afirmando que as estradas do Pambu já passaram por serviços de recuperação no início de 2026. O texto diz ainda que a administração municipal aguarda o começo das atividades da empresa vencedora de uma licitação de horas-máquina, responsável pela manutenção das estradas do Pambu e de outras localidades do município. A ordem de serviço, segundo a prefeitura, já foi emitida.

A gestão municipal lembrou que, por exigência legal, os serviços só podem ser iniciados após a conclusão do processo licitatório — condição necessária para garantir o uso correto dos recursos públicos. A justificativa, no entanto, não amenizou a insatisfação dos moradores, que vivem com a via degradada e aguardam uma resposta concreta no chão batido das estradas do sertão.

O problema não é exclusivo do Pambu. No interior baiano, a manutenção de estradas vicinais é um desafio recorrente para prefeituras com orçamentos limitados. Licitações para recuperação dessas vias têm impacto direto sobre a mobilidade regional, o escoamento da produção agrícola, o transporte escolar e o acesso da população a serviços públicos básicos.

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Por enquanto, os moradores da comunidade aguardam que a promessa saia do papel — e que as máquinas apareçam antes que o próximo veículo fique preso na lama.

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