Moradores do Aldeamento Tumbalalá, em Abaré, na Bahia, cobram providências por problemas no abastecimento de água da comunidade.
Conforme relatos enviados ao Blog do Didi Galvão, as bombas estariam sendo acionadas diariamente, mas a água não chegaria às torneiras das casas. A informação é atribuída aos moradores e não teve confirmação independente nas fontes consultadas.
Ainda segundo os relatos, a situação atinge famílias com crianças e idosos, além de pessoas que têm dificuldade para chegar ao rio e buscar água. A comunidade pede avaliação dos órgãos responsáveis e medidas para regularizar o fornecimento.
A Prefeitura de Abaré informou, em nota enviada ao blog, que o tema é de competência administrativa da União, conforme o artigo 22 da Constituição Federal. A gestão municipal disse que cabe aos órgãos federais responsáveis tomar as providências necessárias.
A administração também informou que o aldeamento tem duas lideranças caciques. A orientação foi que os moradores procurem essas lideranças para formalizar a situação junto à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), ao Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) e a outros órgãos competentes.
A prefeitura afirmou ainda que mantém respeito às comunidades indígenas e compromisso com o diálogo e com a atuação dentro das atribuições legais do município.
Dados do Instituto Água e Saneamento, baseados no SINISA 2024, mostram que 62,3% da população de Abaré recebe atendimento por serviços públicos de abastecimento de água. O levantamento estima que 6.873 moradores não têm acesso a esses serviços. Esses números são municipais e não comprovam uma situação específica no Tumbalalá.
O mesmo levantamento informa que as perdas na distribuição chegam a 44,2% em Abaré. A Embasa aparece como prestadora do serviço de abastecimento no município.







