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Vitória vence, e Chagas destaca mudanças de peças: 'Não a plataforma'

Após vitória do Vitória sobre o Barcelona de Ilhéus no Baianão, o técnico Rodrigo Chagas analisou o jogo, ressaltando a importância de trocas pontuais de jogadores para o triunfo.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Esportes
01 de fevereiro, 2026 · 23:01 3 min de leitura
Foto: Victor Ferreira / EC Vitória
Foto: Victor Ferreira / EC Vitória

A vitória de 2 a 0 do Vitória sobre o Barcelona de Ilhéus, no último domingo, pela 6ª rodada do Campeonato Baiano, foi muito mais que apenas três pontos. Para o técnico Rodrigo Chagas, o resultado confirmou a aposta em ajustar o time com trocas de jogadores, mantendo a mesma estratégia de jogo. Ele explicou que o segredo do sucesso no segundo tempo não foi mudar o esquema tático, mas sim as peças em campo.

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Em coletiva após a partida, Chagas foi direto ao ponto sobre a virada de chave da equipe. “A gente não mudou a plataforma, mudamos as peças. O objetivo era ter um time mais agudo, que arriscasse um pouco mais”, revelou o treinador, destacando a importância de ter um time mais ofensivo e direto ao gol.

Ajustes no meio-campo mudam o cenário

O primeiro tempo do jogo foi desafiador para o Vitória. O Barcelona de Ilhéus montou uma defesa bem fechada, dificultando as ações ofensivas do time rubro-negro. Rodrigo Chagas reconheceu as dificuldades iniciais, mas garantiu que a solução veio com ajustes cirúrgicos no meio-campo, sem precisar mexer no modelo de jogo já estabelecido.

“No primeiro tempo tivemos muita dificuldade com a organização defensiva do adversário. No segundo tempo, com Eduardo e Ronald, conseguimos organizar melhor o jogo e atacar com mais profundidade”, analisou o treinador, que viu a entrada desses jogadores ser fundamental para o time ganhar mais força e chances de gol.

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O técnico fez questão de ressaltar a atuação de Dudu Miraíma, também conhecido como Eduardo, como o grande destaque da partida. “Para mim, o Eduardo foi o grande destaque. Ele organiza o jogo, tem chute de fora da área e consegue dar o passe vencedor”, elogiou Chagas, evidenciando a capacidade do jogador em ser decisivo em campo.

Esquema com três zagueiros e a força da base

Mesmo com o debate sobre o sistema de três zagueiros, Rodrigo Chagas defendeu a manutenção do esquema, reforçando que o que importa são as características individuais dos jogadores dentro da formação. “Não é se o jogador é bom ou ruim. É característica. O que faz diferença é quem está executando dentro da plataforma. Adiantamos o Felipe Vieira, o Luan passou a apoiar mais, deixando de ser só zagueiro para ser também um lateral pelo lado”, detalhou.

A entrada de Luis Miguel também foi crucial para o Vitória. O jogador trouxe a agressividade que faltava, ajudando o time a atacar a defesa adversária com mais intensidade. “O Miguel é um jogador mais agudo, que ataca a última linha, é driblador. A gente sabia que isso poderia acontecer”, pontuou Chagas, satisfeito com a profundidade que o atacante trouxe.

Apesar do placar de 2 a 0, Chagas acredita que o Vitória poderia ter feito ainda mais. “Criamos várias oportunidades. O resultado foi 2 a 0, mas poderia ter sido mais”, completou, mostrando ambição por um placar ainda mais elástico.

“A gente não mudou a plataforma, mudamos as peças. O objetivo era ter um time mais agudo, que arriscasse um pouco mais.”
— Rodrigo Chagas, técnico do Vitória.

Desenvolvimento de atletas e retorno ao G-4

Além da análise tática, o treinador fez questão de destacar o papel do Campeonato Baiano no desenvolvimento de jovens talentos. Ao final da partida, sete atletas da base do Vitória estavam em campo, um fato que, segundo ele, reflete a filosofia do clube em dar oportunidade à garotada. “É difícil um clube fazer isso. O Vitória vem oportunizando a garotada, e eles estão aproveitando. Já era um incômodo meu (não ter vencido com a equipe alternativa). Essa vitória veio num bom momento”, confessou Chagas, aliviado com o triunfo.

Alinhado com a comissão técnica principal, o técnico reforçou que o Baianão serve como um preparatório essencial para os atletas, formando jogadores capazes de atender às demandas futuras da temporada. “A ideia é dar tranquilidade à equipe principal, sabendo que os atletas que estão aqui podem dar conta do recado.”

Com este importante resultado, o Vitória alcançou nove pontos na tabela, retornou ao G-4 do Campeonato Baiano e assumiu a vice-liderança da competição após seis rodadas. Um alívio e um passo importante para o time no estadual.

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