O Vitória conquistou três pontos importantes ao vencer o Barcelona de Ilhéus por 2 a 0 no último domingo (1º), pela 6ª rodada do Campeonato Baiano. Mais do que o placar, o resultado serviu para o técnico Rodrigo Chagas confirmar suas estratégias. Em entrevista após o jogo, o treinador explicou que a melhora do time no segundo tempo não veio de uma mudança no esquema tático, mas sim na escalação e na forma como os jogadores atuaram.
Rodrigo Chagas foi direto ao ponto. "
A gente não mudou a plataforma, mudamos as peças. O objetivo era ter um time mais agudo, que arriscasse um pouco mais", afirmou ele. O técnico reconheceu que o Vitória enfrentou muitas dificuldades na primeira parte do jogo, principalmente com a organização defensiva do adversário. A solução, segundo ele, veio com ajustes no meio-campo, mantendo o modelo de jogo.
Ajustes no meio-campo e destaques individuais
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No primeiro tempo tivemos muita dificuldade com a organização defensiva do adversário. No segundo tempo, com Eduardo e Ronald, conseguimos organizar melhor o jogo e atacar com mais profundidade", analisou Chagas. O treinador fez questão de destacar Dudu Miraíma como o jogador que realmente virou o jogo para o Leão. "
Para mim, o Eduardo foi o grande destaque. Ele organiza o jogo, tem chute de fora da área e consegue dar o passe vencedor", elogiou.
Outra peça fundamental vinda do banco foi Luis Miguel. A entrada dele trouxe a agressividade que o Vitória precisava para atacar a defesa adversária. "
O Miguel é um jogador mais agudo, que ataca a última linha, é driblador. A gente sabia que isso poderia acontecer", destacou o técnico. Chagas ainda avaliou que o placar de 2 a 0 poderia ter sido ainda maior, considerando as chances criadas pela equipe.
Sistema com três zagueiros e valorização da base
Questionado sobre a manutenção do sistema com três zagueiros, Rodrigo reforçou que o debate não deve focar apenas na formação, mas sim nas características dos jogadores. "
Não é se o jogador é bom ou ruim. É característica. O que faz diferença é quem está executando dentro da plataforma. Adiantamos o Felipe Vieira, o Luan passou a apoiar mais, deixando de ser só zagueiro para ser também um lateral pelo lado", explicou, mostrando como o posicionamento foi crucial.
Além da análise tática, o treinador fez questão de ressaltar a importância da base do clube. O Vitória terminou a partida com nada menos que sete atletas formados nas categorias de base em campo. "
É difícil um clube fazer isso. O Vitória vem oportunizando a garotada, e eles estão aproveitando. Já era um incômodo meu (não ter vencido com a equipe alternativa). Essa vitória veio num bom momento", confessou Chagas. Ele reiterou que o Campeonato Baiano, para o clube, também serve para preparar novos talentos para as demandas futuras da equipe principal.
Com esse triunfo, o Vitória somou nove pontos, retornou ao G-4 do Campeonato Baiano e agora ocupa a vice-liderança da competição após seis rodadas. A equipe de Rodrigo Chagas mostra que, mesmo com ajustes pontuais e apostando na base, consegue se manter forte no torneio estadual.







