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Esportes

Feira de Santana: empresário ligado à Mansão Green é alvo de busca

Bruno Karttos teve mandado cumprido em condomínio de luxo na Operação Aposta Suja

Redação ChicoSabeTudo
13 de agosto, 2026 · 15:08 2 min de leitura
Condomínio de luxo em Feira de Santana alvo de operação policial contra apostas ilegais
Condomínio de luxo em Feira de Santana alvo de operação policial contra apostas ilegais

O empresário baiano Bruno Karttos foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido na manhã desta quinta-feira (13) em um condomínio de luxo em Feira de Santana, no interior da Bahia. A medida faz parte da Operação Aposta Suja, deflagrada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) em conjunto com o Ministério Público da Bahia (MP-BA).

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A ação apura uma suposta organização criminosa suspeita de explorar ilegalmente plataformas de apostas online, aplicar golpes contra usuários e lavar dinheiro. Karttos é apontado como cofundador e diretor-executivo da Mansão Green, empresa com sede em Feira de Santana que atua no mercado de marketing de influência ligado ao setor de apostas, e também figura como embaixador do Feira Futebol Clube, projeto esportivo da cidade.

Durante a diligência na residência do empresário, agentes recolheram valores em espécie — parte em moeda estrangeira —, um tablet, um celular e dois automóveis de alto padrão. Registros empresariais consultados apontam ainda participação de Karttos em empresas sediadas em Feira de Santana e Conceição da Feira.

A operação reuniu sete mandados de busca e apreensão cumpridos simultaneamente nesta quinta-feira, distribuídos entre Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Na Bahia, a diligência foi concentrada no condomínio de alto padrão em Feira de Santana onde mora o empresário.

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De acordo com a apuração, o esquema funcionava a partir de plataformas de apostas sem registro junto ao Ministério da Fazenda, que direcionavam o dinheiro depositado pelos usuários para empresas de fachada. Os sites, segundo os investigadores, ainda impediam clientes de sacar valores disponíveis em suas próprias contas.

As investigações também identificaram movimentação por criptoativos, uso de múltiplas contas bancárias e remessas internacionais para camuflar a origem dos recursos antes de reintroduzi-los no sistema financeiro. Segundo os investigadores, o grupo teria movimentado mais de R$ 1,4 bilhão entre 2022 e 2026.

A investigação teve origem no núcleo de crimes cibernéticos do MPRJ, com participação do Gaeco da Bahia e colaboração da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa. Até o momento, Karttos não teve sua participação nos fatos apurados comprovada judicialmente, e a defesa do empresário não havia se manifestado sobre a ação até a publicação desta reportagem.

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