Os funcionários da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste na Bahia entram em greve por tempo indeterminado a partir da zero hora de quinta-feira, 10 de setembro de 2026. A paralisação deve afetar o atendimento presencial nas agências dessas três instituições em todo o estado.
A decisão foi tomada em assembleia virtual, depois que os trabalhadores rejeitaram as propostas apresentadas na Campanha Salarial 2026. Na Caixa, a rejeição chegou a 97,52% dos votantes. No Banco do Brasil, o índice foi de 83,82%. Já no Banco do Nordeste, 72,97% dos funcionários votaram contra o acordo.
O movimento também atinge o interior baiano. O Sindicato dos Bancários de Juazeiro e Região confirmou, em comunicado oficial, que os trabalhadores do Banco do Brasil, da Caixa e do Banco do Nordeste na base territorial da entidade também entrarão em greve a partir das 0h do dia 10 de setembro. O sindicato informou ainda que a categoria vai observar as determinações da Lei nº 7.783/1989, que trata da manutenção de serviços considerados indispensáveis durante paralisações.
A situação é diferente na rede privada. Os bancários de bancos privados na Bahia aprovaram, em assembleia virtual, a proposta negociada com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho. A proposta recebeu 63,38% dos votos favoráveis. Por isso, a greve não deve atingir os bancos privados no estado.
O Sindicato dos Bancários da Bahia convocou uma atividade de mobilização para esta quarta-feira, 9 de setembro, às 18h, no Ginásio. Segundo o Jornal Correio, o local é o Ginásio de Esportes da Ladeira dos Aflitos, em Salvador.
A adesão dos funcionários em cada unidade vai definir o funcionamento das agências da Caixa, do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste. A orientação para os clientes é verificar previamente se a agência vai funcionar antes de se deslocar até o local, especialmente a partir de quinta-feira. A paralisação pode sofrer alterações nos próximos dias, conforme o andamento das negociações entre trabalhadores e instituições financeiras.







