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Bahia Vê Crescimento De Classes Sociais Com Apoio De Programas

A Bahia registrou um salto significativo na população das classes A, B e C, aponta FGV. Ministro Wellington Dias destaca o papel do CadÚnico e Bolsa Família.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Emprego
22 de janeiro, 2026 · 23:23 2 min de leitura
Foto: Reprodução / EBC
Foto: Reprodução / EBC

Uma boa notícia para o estado da Bahia: a população que faz parte das classes A, B e C cresceu significativamente nos últimos dois anos. Entre 2022 e 2024, a quantidade de pessoas nessas faixas de renda aumentou 14,76 pontos percentuais, saltando de 50,58% para 65,34% dos baianos. Os dados, que trazem um panorama positivo sobre a economia e o desenvolvimento social, foram divulgados por um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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Para quem se pergunta, a Fundação Getúlio Vargas classifica as classes sociais de acordo com a renda familiar. A classe A abrange famílias com renda acima de 20 salários mínimos. Já a classe B inclui aquelas com renda entre 10 e 20 salários mínimos. Por fim, a classe C engloba famílias com renda entre 4 e 10 salários mínimos. O aumento nessas categorias significa que uma parcela maior da população baiana está experimentando uma melhora na sua condição financeira.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, fez questão de ressaltar a importância desses números. Para ele, os dados da FGV são a prova de que as ações do governo focadas em ajudar a população de baixa renda estão dando certo.

“A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda. Ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”, afirmou o ministro Wellington Dias, destacando o papel fundamental de programas sociais na ascensão econômica das famílias.

A melhora na Bahia reflete uma tendência nacional. O estudo da FGV mostrou que, em todo o Brasil, cerca de 17,4 milhões de pessoas deixaram a situação de pobreza e foram para classes de maior renda no mesmo período. Isso representa um aumento de 8,44 pontos percentuais no país como um todo, evidenciando um movimento de crescimento e inclusão social.

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Mas, afinal, o que impulsionou essa mudança? A pesquisa da FGV aponta dois fatores principais: o aumento da renda do trabalho, ou seja, as pessoas estão ganhando mais com seus empregos, e a integração de diversas políticas públicas. Entre essas políticas estão programas já conhecidos, como o Bolsa Família, que oferece um suporte financeiro essencial, e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que assiste idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade. Além disso, programas que facilitam o acesso à educação e ao crédito também foram cruciais para essa transformação.

O ministro Dias reforça que o sucesso desses programas vai além da ajuda imediata. Eles criam um caminho para que as pessoas possam buscar mais oportunidades. Isso inclui investir na educação para ter melhores empregos, desenvolver habilidades para o mercado de trabalho e até mesmo iniciar o próprio negócio. A inclusão no Cadastro Único, por exemplo, é uma porta de entrada para muitos desses benefícios, mostrando que políticas bem direcionadas podem gerar um impacto positivo e duradouro na vida das famílias.

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