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Emprego

Casas Bahia fecha lojas na Bahia e chega a Paulo Afonso

Rede fechou unidades em Salvador, Itabuna, Barreiras e Paulo Afonso após prejuízo bilionário no país.

Redação ChicoSabeTudo
17 de agosto, 2026 · 06:04 2 min de leitura
Fachada de loja da Casas Bahia fechada
Fachada de loja da Casas Bahia fechada

A crise financeira da Casas Bahia chegou também a Paulo Afonso. A rede fechou uma unidade na cidade como parte de uma onda nacional de encerramento de lojas motivada por prejuízos bilionários acumulados nos últimos dois anos.

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Além de Paulo Afonso, a companhia encerrou operações em Itabuna e Barreiras, no interior baiano, e em Salvador e região metropolitana, onde pelo menos 15 unidades deixaram de funcionar, incluindo pontos na Baixa dos Sapateiros, Avenida Sete de Setembro, Manoel Dias, Cabula e em shoppings como Salvador, da Bahia, Paralela, Barra, Piedade, Salvador Norte e Bela Vista.

Na Região Metropolitana, pelo menos duas unidades também deixaram de funcionar: uma na Estrada do Coco e outra no Parque Shopping Bahia, em Lauro de Freitas.

Os fechamentos na Bahia fazem parte de um movimento maior da companhia em todo o país. A Casas Bahia fechou 298 lojas e demitiu cerca de 1,9 mil funcionários entre quinta-feira, 13, e sexta-feira, 14, segundo apuração do Valor Econômico, o que representa 28,7% da rede da companhia, que tinha pouco mais de mil unidades.

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A redução do quadro pode ser ainda maior e chegar a cerca de 3 mil empregados no final. O jornal apurou que cerca de 600 funcionários foram desligados na quinta-feira, enquanto outros 1,3 mil a 1,4 mil cortes estavam previstos para sexta.

Os cortes acontecem após a empresa registrar prejuízo de R$ 1,064 bilhão no primeiro trimestre de 2026, mais que o dobro dos R$ 408 milhões negativos do mesmo período do ano anterior. Em 2025, a perda acumulada chegou a cerca de R$ 3 bilhões.

Ao fim de 2025, eram 1.042 unidades, contra 1.064 em 2024 e 1.078 em 2023, um recuo constante que se intensificou nos últimos dias. Em 2024, a Casas Bahia entrou em recuperação extrajudicial para reorganizar sua estrutura de capital, processo encerrado após um acordo com bancos.

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Para tentar equilibrar as contas, a companhia estaria postergando pagamentos a lojistas do marketplace e negociando prazos maiores com fornecedores, segundo o Valor Econômico. A divulgação do balanço do segundo trimestre, remarcada de 12 para 14 de agosto, ainda não havia sido confirmada oficialmente até o fim de semana. A teleconferência com investidores está prevista para segunda-feira (17).

Os desligamentos também foram questionados pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região (Secor). A entidade afirma ter recebido relatos de trabalhadores que ainda não teriam recebido informações detalhadas sobre rescisões, FGTS, seguro-desemprego e demais verbas trabalhistas. O presidente do sindicato, Luciano Pereira Leite, afirmou que a entidade acompanha os casos e presta assistência aos funcionários afetados.

A companhia foi procurada por veículos de imprensa para comentar os números e o alcance dos fechamentos, mas ainda não detalhou oficialmente a extensão total do plano de reestruturação.

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