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Cultura

Globo é condenada a indenizar produtor alvo de chacotas de Faustão

Ex-produtor do Domingão do Faustão receberá R$ 220 mil de indenização após ser alvo de piadas do apresentador em rede nacional.

Redação ChicoSabeTudo
19 de dezembro, 2025 · 10:45 1 min de leitura
Imagem: Reprodução/Globo
Imagem: Reprodução/Globo

A Justiça do Trabalho condenou a Rede Globo a pagar R$ 220 mil a um ex-produtor do programa Domingão do Faustão, Renato Moreira Lima, a título de indenização por danos morais. O profissional alegou que foi alvo de piadas e chacotas do apresentador Fausto Silva durante gravações transmitidas em rede nacional.

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De acordo com a ação, Renato afirma que Faustão fazia comentários desrespeitosos sobre sua aparência, forma de trabalhar e vida pessoal, expondo-o ao constrangimento diante da plateia e dos telespectadores. Em algumas ocasiões, segundo o produtor, o apresentador teria feito referência à música “Rap do Feio”, de Gabriel O Pensador, e ironizado suas ambições de carreira: “Ele pensava em ser galã de Malhação, não conseguiu e acabou no Domingão”.

O produtor também declarou que nunca havia dado autorização para uso de sua imagem nas piadas realizadas durante o programa. Segundo Renato, os episódios constrangedores se repetiram ao longo de anos, impactando sua vida profissional e pessoal.

Em defesa, a Globo argumentou que não havia registro formal de queixas por parte do ex-produtor, que teria participado das gravações por vontade própria. A emissora também afirmou que manteve laços de amizade com Renato fora dos estúdios e negou qualquer desentendimento durante o período em que trabalhou na produção do programa. Além disso, alegou má-fé do profissional ao abrir o processo após encerrar contrato e migrar para outra emissora.

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Na decisão, a magistrada responsável reconheceu que Renato era “frequentemente alvo de interações e brincadeiras por parte do apresentador” e considerou a conduta da empresa abusiva. A Globo foi condenada não apenas a pagar a indenização por danos morais, mas também valores referentes a horas extras e direitos trabalhistas.

A decisão ainda cabe recurso, e a emissora pode recorrer nos próximos trâmites legais.

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