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Cultura

Chuva de verdade no palco: Companhia de Dança da UFS faz estreia nacional em Aracaju no dia 15

Espetáculo 'Summertime', com entrada gratuita no Teatro Tobias Barreto, traz coreografia criada há 30 anos com inspiração nas praias baianas e efeito cenográfico inédito.

Redação ChicoSabeTudo
03 de julho, 2026 · 10:09 2 min de leitura
Bailarinos da Companhia de Dança da UFS em ensaio para o espetáculo Summertime
Bailarinos da Companhia de Dança da UFS em ensaio para o espetáculo Summertime

A Companhia de Dança da Universidade Federal de Sergipe (UFS) chega ao seu primeiro grande palco nacional em julho. A estreia acontece no dia 15 de julho, às 20h, no Teatro Tobias Barreto, em Aracaju. Com entrada gratuita, o espetáculo reúne três coreografias que exploram diferentes possibilidades da dança contemporânea.

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O destaque do programa é a coreografia que batiza o evento inteiro: Summertime. Das três peças apresentadas, duas já foram exibidas internamente na universidade. A terceira, inédita ao público, foi criada pelo diretor há 30 anos, inspirada nos personagens das praias de Salvador, na Bahia.

Mas não é só a dança que vai surpreender. O criador do espetáculo, professor Dr. Marcelo Moacyr, desenvolveu um sistema cenográfico para fazer cair chuva de verdade durante a apresentação. Segundo ele, a ideia surgiu da observação da vida cotidiana na praia: "a praia é um lugar da gente, do povo, então tem de tudo ali", disse o diretor, explicando que as cenas de verão naturalmente evocam as chuvas rápidas da estação.

A Companhia foi idealizada pelo próprio Marcelo Moacyr, diretor e coreógrafo do Departamento de Dança da UFS. O objetivo é fortalecer a formação artística dos bailarinos e aproximar a produção universitária do público, com obras que transitam entre o drama, o humor e o lirismo, abordando também questões sociais.

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O currículo do professor dá peso à iniciativa. Marcelo Moacyr é doutor em Artes Cênicas pela USP e possui mestrado em Arte pela City University of New York, além de graduação em Dança Teatro pelo Laban Centre For Movement and Dance, em Londres. Antes de ingressar na UFS, foi professor e coordenador de Extensão da Escola de Dança da FUNCEB e diretor artístico do Ballet Rural, na Bahia.

Para a noite de estreia, nomes de peso do cenário nacional foram convidados. Entre os presentes estão a coreógrafa baiana Lia Robatto, o crítico de dança Henrique Rochelle, professor colaborador da ECA/USP, Ana Cristina Gonçalves, criadora do Festival Internacional de Dança BALLACE, e Gil Vicente Tavares, professor associado de teatro na UFBA.

A Companhia é formada por 15 estudantes — 10 bolsistas e 5 voluntários —, que vivenciam a rotina de uma companhia profissional, com horários definidos e preparação física e mental. Para muitos deles, trata-se da primeira experiência em um palco do porte do Tobias Barreto, o maior espaço cênico de Sergipe.

Após a estreia, o plano do diretor é levar o espetáculo em turnê pelos estados do Nordeste, por meio de editais de fomento à cultura. A apresentação conta com apoio institucional da SECULT, da FAPESE e do Banco do Nordeste. A entrada é gratuita e o espetáculo começa às 20h.

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