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Cultura

Após ordem de prisão, mãe de Oruam aponta “perseguição” e defende o filho

Em defesa do filho, Márcia Gama afirma que Justiça "enxerga o pai" antes de Oruam. Confira os detalhes sobre o decreto de prisão.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Cultura
06 de fevereiro, 2026 · 14:20 2 min de leitura
Imagem: Instagram/Reprodução
Imagem: Instagram/Reprodução

A ordem de prisão expedida pela Justiça contra o rapper Oruam, motivada por supostas irregularidades no uso da tornozeleira eletrônica, gerou forte reação de sua família. Na madrugada desta sexta-feira (6), Márcia Gama, mãe do artista, publicou um longo desabafo em seu perfil no Instagram, onde classificou a situação como uma forma de perseguição atrelada ao histórico familiar do jovem.

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Em sua declaração, Márcia não negou a existência da ordem judicial, mas questionou a proporcionalidade da medida e o estigma que o filho carrega por ser filho de Marcinho VP. Segundo ela, as penalidades impostas a Oruam refletem um preconceito que ignora sua trajetória individual.

"Se eu pudesse gritar para o mundo, eu diria que há tempos você não está bem. Que só você sabe as dores que sente. As marcas, as feridas, a rejeição, a falta, o preconceito… tudo isso é visível. Mas muitos escolhem não ver. Porque, antes de enxergarem o rapaz maravilhoso que você é, fazem questão de enxergar o seu pai", escreveu Márcia.

Críticas ao sistema judiciário

O ponto central do argumento da mãe do rapper reside na diferença de tratamento que, segundo ela, é dispensada ao filho em comparação a outros cidadãos. Embora tenha afirmado respeitar a legislação vigente, Márcia sugeriu que há um rigor seletivo no caso de Oruam.

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"Tudo o que você passa, meu filho, não é apenas por causa de uma tornozeleira. É só porque você é filho [de quem é]. Eu não vou contra a lei. Ela existe e precisa ser cumprida, sim. Mas também sabemos que ela não é aplicada com o mesmo rigor para todos", pontuou.

Defesa da carreira artística e apelo

A postagem também serviu para reforçar o papel de Oruam como artista e provedor, distanciando sua imagem da criminalidade. Márcia relembrou as dificuldades de criar os filhos sem auxílio estatal e lamentou ter que provar a idoneidade do filho perante o Estado.

"Eu criei vocês sozinha, nunca tive ajuda do Estado. E hoje tenho que lutar para provar ao Estado que você não é um bandido, como eles querem te ver", afirmou. Ela ressaltou que o desejo da família é que ele possa retornar à "vida normal", definida por ela como "cantar e fazer o seu público feliz".

Ao encerrar a manifestação, Márcia deixou uma mensagem de apoio emocional ao filho, demonstrando esperança na reversão da medida judicial. "Tem batalhas que nem eu, nem seu pai, podemos travar no seu lugar (...) Tudo vai ficar bem, eu prometo", concluiu.

O contexto legal

A defesa de Oruam ainda não emitiu nota oficial detalhando os próximos passos jurídicos para contestar a ordem de prisão ou esclarecer as falhas apontadas no monitoramento eletrônico. O caso segue em andamento na Justiça.

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