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Vida útil das GPUs de IA em debate entre empresas e investidores

Investidores debatem a durabilidade das GPUs de IA, com preocupações sobre obsolescência e limitações na eficiência dos chips.

Redação ChicoSabeTudo
15 de novembro, 2025 · 05:27 2 min de leitura
Clusters em grande escala com GPUs Blackwell Ultra permitirão o treinamento de modelos em semanas, em vez de meses (Imagem: Nvidia/Divulgação)
Clusters em grande escala com GPUs Blackwell Ultra permitirão o treinamento de modelos em semanas, em vez de meses (Imagem: Nvidia/Divulgação)

A evolução das GPUs projetadas para inteligência artificial (IA) suscita discussões cruciais sobre sua vida útil e depreciação no cenário tecnológico atual. Com investimentos substanciais sendo feitos por empresas como Google, Oracle e Microsoft, que estimam que seus servidores podem durar até seis anos, a preocupação com a durabilidade desses componentes tem atraído a atenção tanto das big techs quanto de investidores.

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No entanto, o investidor Michael Burry desafiou essa suposição, afirmando que a eficiência real desses chips pode ser limitada a dois ou três anos. Essa visão, se confirmada, poderia levar as grandes empresas a exagerarem em seus resultados financeiros, criando um ambiente de incertezas que preocupa o mercado.

As GPUs dedicadas à IA, como as da Nvidia, começaram a ganhar destaque em 2018, com um crescimento acentuado após o lançamento do ChatGPT em 2022. A receita anual da Nvidia com data centers, por exemplo, saltou de US$ 15 bilhões para US$ 115 bilhões em poucos anos, evidenciando a enorme demanda por essas tecnologias, mas também gerando questionamentos sobre sua sustentabilidade a longo prazo.

A dificuldade em prever a depreciação das GPUs está ligada à rápida evolução do setor, onde novas gerações de hardware surgem em intervalos cada vez mais curtos. Michael Intrator, CEO da CoreWeave, mencionou que sua empresa adota ciclos de depreciação de seis anos, mas a realidade pode ser mais complexa, conforme observa que GPUs como as Nvidia A100, lançadas em 2020, continuam altamente demandadas.

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Além de questões de desgaste físico, a obsolescência acelerada devido ao lançamento constante de novos chips e a mudança nas necessidades do mercado fazem com que muitas GPUs percam seu valor antes mesmo de completar o ciclo estimado. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, confirmou esse fenômeno ao comentar sobre a nova geração de chips Blackwell, sugerindo que a introdução de novos produtos poderia tornar os anteriores, como os Hoppers, praticamente inviáveis no mercado.

A crescente incidência de lançamentos anuais e a diminuição das expectativas de vida útil para servidores complicam a contabilidade das empresas. De acordo com Dustin Madsen, vice-presidente da Society of Depreciation Professionals, a vida útil de um ativo precisa ser validada por auditores, destacando as dificuldades envolvidas na precificação e na estimativa de durabilidade desses componentes em um mercado em rápida transformação.

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