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Trabalhador é levado à delegacia 4 vezes após falha em reconhecimento facial

Sistema Smart Sampa confundiu morador com assassino foragido; vítima relata medo e constrangimento após abordagens repetidas.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
22 de abril, 2026 · 17:10 2 min de leitura

O coordenador de RH Ailton Alves de Sousa, de 41 anos, viveu um verdadeiro pesadelo ao ser detido quatro vezes pela polícia em apenas sete meses. O motivo das abordagens foi um erro no sistema de reconhecimento facial Smart Sampa, que o confundiu com um foragido da Justiça procurado por homicídio no Mato Grosso.

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As detenções ocorreram em situações comuns do dia a dia: em sua própria casa, no meio da rua, enquanto trabalhava no Parque Ibirapuera e até mesmo quando acompanhava a mãe em uma unidade de saúde. Em todas as ocasiões, Ailton foi levado para a delegacia e liberado somente após a polícia confirmar que ele não era o criminoso.

O erro tecnológico aconteceu porque a foto de Ailton estava vinculada a dados judiciais de um suspeito com nome parecido. No entanto, as diferenças eram gritantes: o verdadeiro procurado tem uma idade dez anos diferente da de Ailton e informações familiares completamente distintas. O trabalhador afirma que nunca esteve na região onde o crime aconteceu.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana de São Paulo defendeu o sistema, alegando que não houve falha no programa, já que o Smart Sampa utiliza bases de dados oficiais da Justiça. Segundo o órgão, a responsabilidade por dados incorretos seria dos cadastros policiais e não da tecnologia de monitoramento em si.

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A defesa do trabalhador precisou agir para remover os dados incorretos do Banco Nacional de Mandados de Prisão. A Secretaria de Segurança Pública informou que a fotografia e as informações de Ailton já foram retiradas do sistema estadual para evitar que novos constrangimentos aconteçam nas ruas.

Atualmente, o sistema Smart Sampa conta com cerca de 50 mil câmeras espalhadas por São Paulo. O caso acende um alerta sobre os perigos do uso da inteligência artificial na segurança pública, especialmente quando a tecnologia não consegue diferenciar cidadãos comuns de criminosos perigosos.

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